domingo, 30 de novembro de 2014

5 coisas que as mulheres devem saber sobre VIVER SEM MENSTRUAR

Muitas mulheres hoje em dia optam por tomar a pílula em uma maneira contínua, sem interrupções, seja por poucos dias (como no caso de uma viagem, por exemplo), ou seja, por tempo mais prolongado, de meses.

Outras vezes é o médico que recomenda esse tipo de uso, como tratamento ou prevenção de algumas doenças, como no caso da endometriose, entre outras.

Portanto, viver sem menstruar é hoje um fato para muitas mulheres. No entanto, sempre devem procurar o ginecologista para saberem quais são as melhores opções. Existem pílulas mais e menos recomendáveis para esse fim. Deve-se avaliar o histórico da paciente, suas possíveis comorbidades e outros fatores. clip_image002

Uma vez iniciado o regime contínuo existem fatos que as mulheres devem ter conhecimento:

1. O regime contínuo faz mal?

Basicamente não. Se não tiver contraindicações para o uso da pílula em regime cíclico, a mulher não as terá para o uso contínuo.

2. Por quanto tempo pode tomar?

Não há limites preestabelecidos, desde que se faça acompanhamento médico.

3. E se eu sangrar durante o uso da pílula?

Primeiramente, certifique-se que não está esquecendo-se de toma-la, mesmo que eventualmente. Mesmo que tome regularmente, sangramentos inesperados podem acontecer em algumas mulheres. Acalme-se por que isso não resulta em perda da eficácia da pílula. Se acontecer na primeira cartela, não interrompa. Se for a partir da segunda cartela, você poderá suspender o uso por 3 dias e voltar a tomar no quarto dia. Depois, continuar sem interrupções.

Sempre avisar ao seu médico o que está acontecendo.

4. E se eu estiver sangrando só durante ou após a relação sexual?

Continue a tomar a pílula e marque uma consulta para avaliação do caso.

5. O uso prolongado pode levar à infertilidade?

O uso da pílula seja no regime cíclico ou no regime contínuo não afeta a fertilidade futura. Se a mulher já tiver algum fator desconhecido de infertilidade, este continuará e só se manifestará quando ela cessar a pílula para engravidar. Lembremos também que as mulheres devem atentar para a questão da idade, uma vez que a fertilidade vai decrescendo naturalmente com o tempo, principalmente após os 35 anos.

Dr. Antônio Aleixo Neto

Palavras-chave: pílula anticoncepcional, menstruação, regime contínuo, sem menstruar

domingo, 23 de novembro de 2014

Estou com corrimento. É normal?

A vagina, assim como toda mucosa, tem uma secreção fisiológica, que decorre da descamação das células da vagina e de muco, que é produzido no colo do útero.

Geralmente é um líquido claro ou esbranquiçado, aspecto viscoso ou de muco, sem cheiro e não causando coceira. A quantidade varia de acordo com a fase do ciclo menstrual, sendo mais abundante no período da ovulação. Varia também com relações sexuais e mesmo excitação sexual.

Uma fonte de corrimento, que às vezes pode incomodar, é o muco resultante de uma ectopia (ferida) do colo do útero. Quando é abundante pode alterar a flora vaginal e facilitar a inflamação por bactérias e vírus. Veja em: http://ginecenter.blogspot.com.br/2012/04/feridado-colo-do-utero.html

É bom saber, também, que no ato sexual, as glândulas de Bartholin, promovem a lubrificação vaginal através da liberação de um líquido claro, sem o qual seria muito difícil e dolorosa a penetração do pênis devido ao atrito. Estrutura dupla presente nos dois lados da vagina, as glândulas estão localizadas internamente na porção inferior dos grandes lábios, próximo à saída da vagina.

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As glândulas de Skene (situadas perto da saída da uretra) também são outra fonte de secreção viscosa que podem sair em forma de ejaculado, pela uretra, ao longo da relação sexual.

Em resumo, nem todo corrimento vaginal é sinal de alguma doença. Como dito, muitos são fisiológicos e não merecem preocupação. Ficarem atentas quando o corrimento passa a ser mais abundante, coloração amarelada, esverdeada ou tipo nata de leite, presença de cheiro desagradável e coceira. Na dúvida procure seu ginecologista e não use nada internamente antes de ser examinada.

Dr. Antônio Aleixo Neto

Palavras-chave: corrimento, vaginite, ectopia, Glândula de Bartholin, Glândula de Skene.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

O que são miomas?

 

Quase todo mundo já deve ter ouvido falar de miomas. Ah, minha mãe tem, minha tia teve que tirar o útero, etc.

Mioma uterino é um tumor benigno do musculo liso do miométrio, que é a parede do útero. Não se sabe por que ocorre, mas, é muito frequente: incide em cerca de 1/5 das mulheres. Entre os fatores de risco destacam-se a história familiar, mulheres afrodescendentes, obesidade e o baixo número de filhos. Para se ter uma ideia, uma mulher com dois filhos tem um risco diminuído pela metade em relação a outra sem filhos. Quanto maior a idade também maior o risco, até a chegada da menopausa.

A maioria das portadoras de miomas não apresentam sintomas, pelo menos durante certo tempo. São progressivos e dependerá do tamanho e da localização. O mais frequente é a menstruação com fluxo abundante, algumas vezes com coágulos. A dor talvez seja o menos frequente.

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O diagnóstico pode ser feito através do toque bi manual no exame ginecológico, confirmado e quantificado pela ultrassonografia.

O tratamento pode ser expectante, ou seja, observar seu desenvolvimento ao longo de determinado tempo. Para muitas mulheres poderá ser a melhor conduta, uma vez que após a menopausa o tamanho dos miomas tende a diminuir e geralmente são assintomáticos. Outras terão que fazer a miomectomia (retirada dos miomas) ou mesmo a histerectomia (retirada do útero). O DIU hormonal pode ser interessante para diminuir os sintomas e diminuir as chances de cirurgia, além de ser poderoso contraceptivo.

Em outras postagens escreveremos mais sobre aspectos específicos dos miomas uterinos. clip_image004

Palavras chave: mioma, leiomioma, hemorragia uterina.

Dr. Antônio Aleixo Neto

É verdade que o uso da pílula por tempo prolongado pode levar à infertilidade?

 

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Não. Tão logo o uso da pílula anticoncepcional é suspenso os ovários começam a voltar a funcionar e a usuária retorna à sua fertilidade anterior em um a dois meses. Até 30 anos de idade cerca de 80-90% engravidarão no prazo de um ano. Aquelas que não engravidarem é por que ela ou o parceiro já tinham algum problema não diagnosticado e não por causa do uso da pílula.

Palavras chave: pílula anticoncepcional, infertilidade, anticoncepcional oral.

Dr. Antônio Aleixo Neto

domingo, 12 de outubro de 2014

Editorial: Adolescência, sexualidade e contracepção

Nas últimas décadas grandes transformações sociais ocorreram no Brasil e no mundo, levando a uma mudança acentuada dos padrões de comportamento sexual, principalmente entre os adolescentes. O aconselhamento sexual das famílias e das escolas muitas vezes não acompanhou essas mudanças, ficando distanciado da realidade dos jovens. Resultado: apenas cerca de 1/3 dos jovens usaram algum método contraceptivo na primeira relação sexual, se expondo a uma gravidez indesejável ou a uma doença sexualmente transmissível, sendo que 80% iniciam a vida sexual antes dos 17 anos.
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A falta de informações e conhecimento, a dificuldade de acesso aos métodos anticoncepcionais, o pensamento mágico de que “nada vai dar errado”, o medo de a família descobrir, levam os adolescentes a este descuido perigoso. No entanto, isso não precisaria ser assim.
É importante saber que, em geral, as adolescentes podem usar quase todos os métodos contraceptivos e deveriam ter acesso fácil a várias opções. A idade em si não constitui uma razão médica para negar qualquer método às adolescentes. Muitos dos critérios de contraindicação que se aplicam a mulheres adultas não se aplicam às jovens.  Em verdade, as adultas são muito mais sujeitas a impedimentos ao uso de vários contraceptivos do que as adolescentes, devido à maior frequência de diversas condições, tais como: alterações cardiovasculares, hipertensão, varizes acentuadas, presença de tumores, diabetes, etc.
Os aspectos sociais e de conduta devem ser considerações importantes na escolha dos métodos anticoncepcionais nas adolescentes. A maior exposição a contágio de doenças sexualmente transmissíveis é um fato importante nessa faixa etária e nos impõe a indicação da dupla proteção: preservativo + outro método. Também tem sido exaustivamente mostrado que as jovens usuárias de pílulas anticoncepcionais têm uma tendência maior de esquecimento ou de interrupção do uso das mesmas, muitas vezes por motivos pouco importantes. Isto pode recomendar a indicação de métodos que não requerem uma tomada diária, tipo os métodos injetáveis. A escolha do método também pode ser influenciada por padrões de atividade sexual esporádica ou a necessidade de ocultar a atividade sexual e o uso de métodos contraceptivos.
Enfim, a educação e orientação sexual adequada é um grande desafio que implica em enfatizar a participação da família, das escolas, do sistema de saúde, dos meios de comunicação; para que se possa ajudar as adolescentes a encontrar as melhores soluções para suas aspirações e desejos, e a tomar decisões maduras e consistentes.
Dr. Antônio Aleixo Neto





segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Como o Mirena® funciona?

 

Mirena com útero

Mirena® é um DIU hormonal em forma de T que, após a inserção dentro do útero, libera o hormônio levonorgestrel, que é similar à progesterona, um dos hormônios que a mulher produz nos ovários. Esta liberação acontece em doses muito baixas (20mcg/24h), pelo menos cinco vezes menor que nas pílulas anticoncepcionais orais. Este hormônio promove o afinamento da camada que reveste a cavidade uterina (endométrio) de forma que esta não fique suficientemente espessa para possibilitar gravidez, além de espessar e engrossar o muco cervical no canal cervical (abertura para o útero), de forma que o espermatozoide encontre um obstáculo para entrar no útero e fertilizar o óvulo. A presença física do Mirena associada à eliminação do levonorgestrel também inativa as propriedades reprodutivas do espermatozoide (alterações nos movimentos e na sua forma) impedindo que ele fecunde um óvulo. Portanto, a ação do Mirena® é mais local, embora eventualmente a ovulação possa ser inibida.

Palavras-chave: DIU hormonal, Mirena, Modo de ação.

Dr. Antônio Aleixo Neto

sábado, 20 de setembro de 2014

Cuidados com os cabelos na gravidez

A questão é: os produtos químicos utilizados podem causar algum malefício ao embrião ou feto?

Produtos quimicos

A mãe estará disposta a que seu bebê corra algum perigo em nome do seu embelezamento?

São questões e respostas difíceis.

Existem diversos tipos de tratamento para os cabelos (tintura, luzes, permanente, clareamento, alisamento, hidratação, escova progressiva, escova inteligente) e dezenas de nomes em inglês, que só servem para confundir ainda mais.

Os produtos usados nestes tratamentos têm substâncias químicas diversas, metais pesados – como o chumbo -, e não se sabe seus efeitos no bebê. É verdade que apenas uma pequena quantidade de qualquer produto aplicado no couro cabeludo é absorvida pelo organismo, mas não sabemos seus malefícios. A quantidade do produto, a frequência de uso, a época da gravidez; tudo pode influenciar nos possíveis efeitos no bebê.

Alguns são notoriamente nocivos à saúde: caso do formol. Ele é um composto tóxico e pode causar problemas respiratórios, dores de cabeça, vômitos, irritação e queimaduras na pele, além de ser cancerígeno. O uso do formol é proibido pela ANVISA (http://www.anvisa.gov.br/cosmeticos/alisantes/folder_formol_alisante.pdf ), mas às vezes é usado ilegalmente. No salão de beleza, certifique-se sobre isto. Seus vapores também são nocivos.

Devido à má fama da Escova Progressiva os salões começaram a oferecer escovas mais “naturais” e menos agressivas. Daí surgiu a Escova Inteligente. Não há como conceituar a escova inteligente de forma precisa e ela pode, sim, conter formol em sua fórmula, assim como as demais escovas. O fato é que não existe alisamento duradouro sem sustância química. Logo, pode haver sim escova inteligente sem formol, mas necessariamente terá outra substância química que irá substituir sua função.

Já os produtos utilizados na “Escova de Botox” não tem nada do botox, propriamente dito. São outros produtos químicos alisantes e às vezes podem até ter o FORMOL.

As tinturas de cabelo contêm diversos produtos químicos, os quais tem contato com o couro cabeludo e podem ser absorvidos em pequenas quantidades. Algumas vezes contém amônia. Esta, embora seja pouco absorvida pela pele, exala grande quantidade de vapores químicos, os quais podem ser prejudicais ao bebê.

As luzes ou mechas têm como característica e vantagem, a ausência de contato da tintura com o couro cabeludo. Muitos produtos são à base de água oxigenada. Teoricamente, é a menos nociva.

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Em resumo: existem poucas evidências científicas claras a respeito dos tratamentos de cabelo na gravidez. São muitos produtos e cada dia aparece mais um, tornando difícil uma avaliação precisa. É por isso que as opiniões médicas algumas vezes são divergentes.

Nossa recomendação

· Considerar que a gravidez é passageira e que o bebê merece toda cautela por parte da mãe.

· Não fazer uso de nenhum produto (exceto shampoos e hidratantes) no 1º. trimestre de gravidez.

· Depois de este período optar por luzes ou mechas.

· Não fazer coloração permanente e alisamento durante a gravidez e amamentação.

· Não há restrição para o uso de shampoos comuns.

· Após o 1º. Trimestre, podem ser usados shampoos tonalizantes.

Palavras-chave: gravidez, cabelo, tinturas, alisamento, escova.

Dr. Antônio Aleixo Neto

domingo, 7 de setembro de 2014

Pílula do dia seguinte: perguntas mais frequentes.

 

Pílula de emergência ou pílula do dia seguinte é um método que usa um hormônio (levonorgestrel) em dose alta, para impedir uma gravidez. É um método de emergência, para ser usado apenas em condições especiais, exemplo:

· Preservativo que arrebentou

· Ter ficado mais de três dias sem tomar a pílula comum

· Em caso de violência sexual

· Relação sexual sem nenhuma proteção contraceptiva

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Qual pílula tomar?

Hoje em dia recomenda-se o uso da apresentação mais moderna, que tem apenas uma pílula com 1,5 mg de levonorgestrel. Existem várias no mercado e não são caras.

Quando?

O mais rapidamente possível, dentro de no máximo 72h. A eficácia é tanto maior quanto mais cedo tomar. 95% nas primeiras 24h, caindo para 85% e 60%, no segundo e terceiro dias, respectivamente. Caso a menstruação atrase mais de cinco dias, deve-se fazer um teste de gravidez.

Como age?

Impedindo a fecundação ou retardando ou inibindo a ovulação. A pílula do dia seguinte não age numa gravidez em andamento.

Tem efeitos colaterais?

Como todo medicamento, pode apresentar alguns efeitos. Os mais comuns são os enjoos e vômitos. Se a usuária vomitar até duas horas após a tomada a absorção pode ser comprometida e falhar. Deste modo, é recomendável tomar-se um medicamento para enjoos 1h antes de tomar a pílula de emergência. Outros efeitos: dor nas mamas, adiantamento ou atraso menstrual.

A pílula de emergência é legal?

O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou em janeiro de 2007 no Diário Oficial da União uma resolução estabelecendo normas éticas para o uso da contracepção de emergência, tornando-a legal como método alternativo para a prevenção da gravidez.

Pode-se tomar várias vezes num mesmo mês?

Não é aconselhável a administração repetida das pílulas de emergência no mesmo ciclo menstrual, para evitar-se uma sobrecarga hormonal. Após o uso da mesma, recomenda-se a utilização de um método contraceptivo tipo preservativo em cada relação sexual, até a próxima menstruação. Neste intervalo, aproveite e procure um ginecologista para avaliação e orientação sobre outro método regular de anticoncepção.

Palavras-chave: contracepção de emergência, pílula do dia seguinte, pílula de emergência, contracepção.

Dr. Antônio Aleixo Neto

domingo, 31 de agosto de 2014

8 vantagens e 4 desvantagens do uso do contraceptivo injetável trimestral

VANTAGENS

  • Muito eficaz: superior até à ligadura tubária.
  • Prático: uma injeção apenas de 3/3 meses.
  • Pode ser usado em qualquer idade.
  • Não prejudica o leite materno.
  • Pode ser usado nas portadoras de miomas ou endometriose.
  • Pode ser usada em hipertensas leves e em portadoras de enxaqueca.
  • Pode ser usada por fumantes.
  • Método barato e disponível na Farmácia Popular.

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  • Muda o padrão menstrual: a maioria passa a não menstruar (o que é bom); outras podem ter sangramentos discretos e irregulares.
  • Pode retardar o retorno à fertilidade.
  • Pode causar dor de cabeça, dor mamária e acne, em algumas mulheres.
  • Pode levar ao ganho de peso e retenção de líquidos, em algumas mulheres.

Palavras-chave: injetável trimestral, contraceptivo injetável.

Dr. Antônio Aleixo Neto

domingo, 24 de agosto de 2014

FIQUEM ATENTAS!

 

Existem diversos medicamentos que diminuem o efeito dos hormônios contidos nas pílulas, injeções e outros anticoncepcionais hormonais, podendo levar a falhas e potenciais gravidezes indesejadas.

Saibam quais:

Rifampicina (Rifaldin®)- antibiótico usado para tratamento de tuberculose.

Griseofulvina (Sporostatin®) – antifúngico, usado para tratamento de micoses da unha, do cabelo e pé-de-atleta.

Difenil-hidantoína (Hidantal®) – anticonvulsivante.

Fenobarbital (Gardenal®) – anticonvulsivante.

Carbamazepina (Tegretol®) – anticonvulsivante.

Primidona (Primid®) – anticonvulsivante.

Hypericum perfuratum (Erva de São João) – anti-depressivo natural.

Erva de São João

Palavras-chave: anticoncepcionais, anticonvulsivantes, interação medicamentosa.

Dr. Antônio Aleixo Neto

domingo, 17 de agosto de 2014

Qual é a faixa etária ideal para uma mulher ser vacinada contra HPV?

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As sociedades médicas recomendam a vacinação o mais precoce possível, segundo o ideal de proteger as mulheres antes mesmo que haja a primeira relação sexual. Existem duas vacinas. Ambas estão licenciadas a partir dos 9 anos de idade. A faixa etária de mulheres que podem se beneficiar da prevenção primária contra HPV aprovada pela ANVISA é de:

Vacina Cervarix: Acima de 9 anos e SEM limite de idade.

Vacina Gardasil: De 9 a 26 anos.

Palavras-chave: HPV, vacinas

Antônio Aleixo Neto

sábado, 2 de agosto de 2014

Vasectomia – o mito

 

Os homens são muito folgados...Deixam as mulheres nove meses grávidas – uma, duas, três vezes – não sentem os problemas durante o pré-natal .Não amamentam. Depois fazem bilú-bilú, nos nenês e fica por isso mesmo. Em 99% das vezes deixam por conta das mulheres a anticoncepção. Pílula, injeção, DIU, anel vaginal, etc.

E a vasectomia? Onde fica?

Para a maioria dos casais que já têm o número de filhos desejados, a vasectomia, é, sem dúvida, a melhor alternativa. 10- 15 minutos de cirurgia, sem efeitos colaterais (nada mole), sem complicações; quase 100% de eficácia. Quer mais o quê?

Vasectomia nele!

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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Varizes na gravidez: como prevenir?

 

Porque gestantes estão mais propícias a ter varizes?

A incidência de varizes neste período é de 24% nas primíparas (primeiro filho) e de 50 a 70% nas multíparas (segundo filho em diante). Diversos fatores causam varizes na gestação, tais como o fator hormonal, mecânico, predisposição hereditária, modificações fisiológicas da circulação pélvica e o aumento do volume de sangue.

O fator hormonal é o mais relevante no surgimento das varizes durante a gestação, uma vez que 2/3 delas aparecem já no primeiro trimestre da gravidez. Eventualmente pode ser atribuído ao volume do útero o surgimento das varizes vulvares no terceiro trimestre da gestação. Há também um aumento do fluxo sanguíneo uterino durante a gestação, causando ingurgitamento das veias ilíacas, dificultando a capacidade de drenagem das veias dos membros inferiores.

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Quais são os sintomas das doenças venosas na gestação?

Os sintomas variam de caso a caso dependendo da gravidade da doença venosa. O sintoma mais importante é a dor nas pernas. Sua intensidade depende de vários fatores que são descritos como peso e cansaço, e eventualmente podem apresentar também ardor nas extremidades.

O edema acomete 50% das gestantes, mas nem sempre está relacionado às varizes. Costuma surgir nos últimos meses da gravidez e é mais acentuado no período vespertino, melhorando pela manhã ou com o repouso.

Quais são as medidas que a gestante deve tomar?

A fim de se prevenir a ocorrência da patologia, deve-se: evitar ganho de peso excessivo com uma dieta balanceada; praticar uma atividade física de preferência na água, hidroginástica ou apenas caminhar dentro de uma piscina 2 a 3 vezes na semana; praticar exercícios de alongamento e flexibilidade, o que melhora a respiração e a postura; fazer a drenagem linfo-venosa nos membros inferiores 2 a 3 vezes na semana, com mobilização das articulações, para auxiliar na flebodinâmica.

Na presença de inchaço vespertino (à tarde) acentuado, recomenda-se o repouso intercalado: para cada 2 horas passadas em pé, deitar ou elevar as pernas e pés, estando sentado, por 1 hora.

Quais são as vantagens do uso da meia elástica na gravidez?

O uso da meia elástica ou de compressão melhora a dor e inchaço causados pelas varizes. A meia elástica deve ser prescrita sob orientação de receituário médico, observando o modelo: ¾, 7/8 ou calça; a compressão em milímetros de mercúrio (mmHg); o tamanho, à partir de medidas matinais, de acordo com o diâmetro do tornozelo, panturrilha e coxa.

O uso da meia elástica é sempre possível e em muitos casos, é a única terapia. Ela praticamente não tem contraindicações ou efeitos secundários.

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Antônio Aleixo Neto

sábado, 21 de junho de 2014

“Red meat may raise young women’s breast cancer risk”

A carne vermelha pode aumentar o risco de câncer de mama em mulheres jovens.

New research from Harvard School of Public Health (HSPH) finds a link between high consumption of red meat and breast cancer in young women. Compared with women who had one serving of red meat a week, those who ate 1.5 servings a day appeared to have a 22% higher risk of breast cancer. And each additional daily serving of red meat seemed to increase the risk of breast cancer by another 13%. The researchers drew from data on the health of 89,000 women aged 24 to 43, who were followed over a 20-year period.

The study was published online June 10, 2014 in British Medical Journal.

“Cutting down processed meat, limiting intake of red meat, and substituting a combination of poultry, fish, legumes, and nuts as protein sources for red meat during early life seems beneficial for the prevention of breast cancer,” said lead researcher Maryam Farvid, a Takemi Fellow at HSPH in a June 10, 2014 WebMD article.

Read study: Dietary protein sources in early adulthood and breast cancer incidence: prospective cohort study

Comentários: o que esta pesquisa da Escola de Saúde Pública da Universidade Harvard publicado há apenas uma semana é que há uma correlação entre a ingestão de carne vermelha e o câncer de mama, em mulheres jovens. Aquelas que ingerem uma porção e meia de carne vermelha por dia têm um risco 22% maior deste tipo de câncer, comparadas às que consomem apenas uma porção por semana.

“Diminuir a ingestão de carne vermelha e processada (salsichas, presuntos, etc.), e substituir-las por uma combinação de aves, peixes, legumes e nozes como fontes de proteína a infância e juventude parece benéfico para a prevenção do câncer de mama ", diz o principal autor da pesquisa, Dr. Maryam Farvid.

Palavras-chave: câncer de mama, carne vermelha, risco de câncer.

Dr. Antônio Aleixo Neto

domingo, 16 de março de 2014

O que você sabe sobre a Clamídia?

Talvez você nunca tenha ouvido falar, mas a Chlamydia tracomatis é a causadora da doença sexualmente transmissível (DST) de origem bacteriana mais comum. Lembremos que a DST mais comum de todas, o HPV, é um vírus e não uma bactéria. Cerca de 90 milhões de novos casos de infecção por clamídia são diagnosticados em todo o mundo, por ano. Nos Estados Unidos são estimados cerca de três milhões de novos casos por ano. No Brasil não temos dados desta envergadura, mas um estudo do Ministério da Saúde mostrou uma prevalência de infecção ativa de 9% entre as mulheres e de 13% entre os homens. Ou seja, aproximadamente 1 em cada 10 pessoas está contaminada, no Brasil. Esta prevalência é maior entre 15 e 24 anos.

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Como é transmitida a clamídia?

Apenas de duas formas:

· Através de relações sexuais

· Para o recém-nascido de mães infectadas (por isto se coloca aquele colírio no recém-nascido, para evitar lesões oculares causadas pela clamídia.)

Quais são os sintomas?

A infecção pela Clamídia é chamada de “epidemia silenciosa”, uma vez que os sintomas não são muito claros.

Nos homens, pode ocorrer uma secreção uretral, coceira e dor ao urinar.

Nas mulheres, pode ocorrer um corrimento mucoide inespecífico, discreto dolorimento ao urinar e sangramento durante ou após a relação sexual. Muitas vezes os sintomas se confundem com candidíase ou infecção urinária. O período de incubação após o contato sexual é de 2-3 semanas. No entanto, muitas mulheres não têm sintomas na fase aguda e poderão ter sequelas no futuro, tais como Doença Inflamatória Pélvica, que é a maior causa de infertilidade, gravidez ectópica e dores pélvicas crônicas. A grávida infectada tem um risco aumentado de parto prematuro.

Obstrução das trompas com aderências

Como tratar? clip_image004

O tratamento é fácil, mas o diagnóstico é difícil. Se o médico não pensar na possibilidade de clamídia, ele não diagnosticará. O exame mais eficaz é o do DNA de células da bactéria conseguidas através de coleta de secreção uretral ou do jato urinário (PCR em tempo real que tem alta sensibilidade e especificidade para infecção ativa). No entanto, é um exame relativamente caro e nem todos planos de saúde o cobrem. Existem também testes rápidos efetuados no próprio consultório, com muito bons resultados, mas os planos de saúde não pagam por ele. No SUS, nem pensar!

Devido a estes problemas muitas vezes é instituído um tratamento empírico, uma vez que ele é eficaz e barato.

Palavras-chave: clamídia, chlamydia, DST, doença infamatória pélvica.

Prof. Dr. Antônio Aleixo Neto

segunda-feira, 10 de março de 2014

INICIA-SE A CAMPANHA DE VACINAÇÃO CONTRA HPV

 

 
HPV-fotoO Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde iniciará, hoje, dia 10 de março, a vacinação gratuita contra HPV na rede pública. O PNI estará disponibilizando a vacina quadrivalente contra os HPVs tipos 6-11-16-18 gratuitamente nos postos de saúde e escolas públicas e privadas. Em 2014, as faixas etárias contempladas serão meninas de 11 a 13 anos e, em 2015, meninas entre 9 e 11 anos. Depois, de acordo com Dra. Nilma Neves, presidente da Comissão de Vacinas da Febrasgo, será mantida a vacinação para as meninas de 9 anos. O esquema vacinal fornecido pelo PNI será o estendido (0-6-60 meses), ou seja, a segunda dose será aplicada após 6 meses da primeira e a terceira será aplicada após 5 anos da primeira dose. A primeira dose será aplicada nas escolas públicas e privadas e a segunda e terceira dose, estará disponível nas unidades de saúde. No momento da administração da primeira dose, será entregue uma carta à adolescente orientando sobre onde se dirigir para receber a segunda dose.

Aconselhamos a todos que têm filhas ou irmãs nesta faixa etária que estimulem a vacinação das meninas.

Saiba mais sobre HPV em: Ginecenter: Um papo sobre HPV

Antônio Aleixo Neto

quarta-feira, 5 de março de 2014

220.000

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O Blog Ginecenter alcançou mais de 220.000 visitas! Obrigado a todos vocês e isto nos anima a aperfeiçoar e nos dedicar cada vez mais, para que o Blog possa sempre trazer informações úteis e pertinentes sobre vários aspectos da Ginecologia.

Pedimos a todos que o divulguem: http://ginecenter.blogspot.com.br/

e se cadastrem, neste local, no Blog:

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Abraços,

Antônio Aleixo Neto

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Conhece uma das maiores inovações da pílula anticoncepcional?

 

clip_image002Você já estará pensando: que nova e maravilhosa pílula é essa? Que novo lançamento é esse? Nada disso. Uma das maiores inovações (e não é de hoje) é o uso contínuo da pílula anticoncepcional, ou seja, o uso sem interrupções a cada três semanas, como se faz habitualmente. Com isso, a usuária não menstrua, enquanto estiver tomando a pílula. É vantajoso isto? Para muitas mulheres é. Aquelas que têm endometriose, adenomiose, TPM brava, cólicas absurdas, as anêmicas, entre outras condições, podem se beneficiar muito.

Mas, voltando há anos atrás, me lembro daquela pergunta insistente: e a menstruação, não faz falta?

Foi um grande cientista, ginecologista e meu amigo, Prof. Eusimar Coutinho que batalhou durante décadas para explicar que NÃO, a menstruação não faz falta. Lançou um livro: “Menstruação, a sangria inútil”, onde mostrava claramente que a menstruação era consequência da civilização, que a menstruação praticamente não existia entre os primeiros humanos.

Vejamos: na Idade da Pedra (Paleolítico), as mulheres tinham a primeira menstruação lá pelos 18 anos. Isto se explica pela desnutrição endêmica e às longas caminhadas, com a consequente ausência de tecido gorduroso entre elas. Aqui, preciso fazer um parêntese: os tecidos gordurosos em excesso ou em falta podem levar a desequilíbrios hormonais que levam à infertilidade.

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Mas, voltemos à Idade da Pedra. A primeira menstruação sinalizava o começo do período fértil. Em pouco tempo a Betty (mulher do Barney) ficava grávida. Depois amamentava dois-três anos (não existia Nan!), portanto, sem menstruar e sem engravidar.

Quando a amamentação acabava, engravidava novamente, sem menstruar, e assim por diante, até falecer. Lembremos que a expectativa de vida naquela época era de cerca de 30 anos. A mortalidade materna era altíssima: muitas morriam no trabalho de parto.

Tudo isto para ilustrar que a menstruação não é “natural” e que não faz falta. É um subproduto da civilização.

No entanto, prezadas, antes que todas saiam por aí emendando cartelas de pílulas, se aconselhem com seu (sua) ginecologista, por que a pílula também é um subproduto da civilização, tem seus riscos, suas particularidades. Falou?

Prof. Dr. Antônio Aleixo Neto

Não percam. Vejam o vídeo com o Prof. Eusimar Coutinho: http://youtu.be/3igpdm3FE3Q

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Quando uma mulher pode iniciar o uso de uma anticoncepcional oral combinado?

 

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Primeiramente vamos lembrar que anticoncepcional oral combinado (AOC) é aquela pílula mais comum, que tem dois hormônios (estrogênio e progesterona) em sua formulação.

Mulheres que estão tendo ciclos menstruais

Devem começar a tomar nos cinco primeiros dias da menstruação, de preferência no primeiro dia. Fazendo assim já estarão protegidas desde o primeiro ciclo de uso. Não há necessidade de usar outra proteção anticonceptiva.

Mulheres que estão em amenorreia (sem menstruação)

Podem iniciar a pílula em qualquer época, afastada a possiblidade de gravidez. Para isto basta um teste de gravidez de farmácia negativo: ver postagem http://ginecenter.blogspot.com.br/2013/11/os-testes-de-gravidez-vendidos-em.html

Deve-se abster de relações sexuais por 7 dias após o início da cartela ou usar um método suplementar neste período.

Mulheres no pós-parto

Caso não esteja amamentando, deve seguir as orientações anteriores. Se estiver amamentando está contraindicado o uso de pílulas combinada até o 6º. mês do parto. Neste caso, após afastar a possibilidade de gravidez, podem tomar a pílula progestínica ou de progesterona: ver postagem http://ginecenter.blogspot.com.br/2013/05/quais-as-vantagens-da-pilula-de.html

Mulheres no pós-aborto

A pílula deve ser iniciada nos primeiros cinco dias após o abortamento. Não necessita proteção adicional.

*Adaptado de Recomendações práticas selecionadas para uso de contraceptivos, da Organização Mundial de Saúde.

Palavras-chave: pílula, anticoncepcional oral combinado, pílula progesterona, pós-parto, pós-aborto.

Prof.Dr.Antônio Aleixo Neto

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Por que o DIU hormonal Mirena™ faz tanto sucesso e já tem mais de 10 milhões de usuárias em todo o mundo?

Resposta: por que além de ser muito prático e ter uma alta eficácia contraceptiva (99,8%) ele promove uma série de efeitos benéficos para as usuárias. Vejamos:
  • Diminui ou interrompe a menstruação
  • Diminui ou interrompe as cólicas menstruais
  • Diminui os sintomas da TPM
  • Ameniza os sintomas da endometriose
  • Atenua os sintomas da adenomiose
  • Melhora a anemia causada pelo excesso de menstruação
  • Protege o endométrio na pré-menopausa
Sendo assim, o Mirena® se destaca na promoção de uma melhor qualidade de vida das mulheres, principalmente aquelas que podem se beneficiar dos seus efeitos além da contracepção. Na Finlândia foi realizado um amplo estudo que mostrou que mais de 60% das mulheres com indicação para histerectomia (retirada do útero) cancelaram a cirurgia quando se adaptaram ao DIU hormonal (Mirena®). Isto significa um melhor custo/benefício para o sistema de saúde e uma alternativa mais simples e de muito menor risco para as mulheres.
O Mirena® está disponível através dos planos de saúde, mas mesmo que se pague por ele, o seu custo é irrisório, considerando sua duração de cinco anos:
· R$ 0,39 por dia
· R$ 11,60 por mês
· R$ 140,00 por ano
Mirena belo





domingo, 26 de janeiro de 2014

Dosagens de hormônios na menopausa: uma falácia.

 

Muitas mulheres na faixa de 45 – 50 anos nos indagam a respeito da dosagem de hormônios para saber se já estão na menopausa. Ora, por definição, menopausa é o período em que cessam as menstruações por pelo menos 12 meses, em mulheres em torno dos 50 anos. É um diagnóstico clínico; uma constatação. Não é preciso exame de hormônios para se saber o que já é um fato. Os exames de sangue que um ginecologista pede rotineiramente nesta idade e mesmo em outras faixas etárias são:

· Hemograma

· Glicemia de jejum

· Lipidograma (colesterol e triglicérides)

· TSH (hormônios da tireoide)

· Vitamina D

Evidentemente, na menopausa outros exames podem ser necessários, de acordo com o quadro clínico de cada mulher. O essencial é o exame ginecológico completo, mamografia, ultrassom transvaginal e citologia de prevenção do câncer do colo uterino.

Agora, em mulheres que tenham quadro sugestivo de menopausa precoce (antes dos 40 anos) ou que tenham irregularidades menstruais acentuadas em qualquer idade, aí sim, pode ser necessária uma avaliação hormonal específica.

Palavras chave: menopausa, hormônios, exames.

Dr. Antônio Aleixo Neto

sábado, 25 de janeiro de 2014

Cálcio: fatos e dicas

O que é cálcio?

É um metal (sal mineral) essencial para o corpo humano. Não é vitamina. Ele existe em grandes quantidades no nosso organismo, a maior parte armazenada nos ossos e dentes.

Para que serve o cálcio?

Uma das principais funções é a de manter a estrutura e resistência óssea. Também é necessário para a transmissão de impulsos nervosos, para a coagulação sanguínea e para a contração muscular, inclusive a cardíaca.

O que pode acontecer na sua deficiência?

Por ser essencial para o funcionamento do organismo, quando existe deficiência de cálcio na corrente sanguínea (por má alimentação, questões hormonais ou outros motivos) o corpo tende a repor a deficiência retirando cálcio dos ossos. A deficiência de cálcio pode levar à diminuição da densidade mineral (osteopenia) e à osteoporose, na qual os ossos se deterioram e há um aumento no risco de fraturas, especialmente nos ossos mais porosos.

Como prevenir a osteoporose?

É fundamental que o organismo ingira cálcio suficiente ao longo da vida. Ele á mais absorvido na juventude, quando montamos a base do nosso esqueleto, que durará o resto de nossas vidas.

Qual a quantidade de cálcio necessária por dia?

Cerca 800 a 1200 mg por dia. As fontes mais abundantes de cálcio são os laticínios, como leite, iogurte e queijos. Prefira os com pouca gordura. Outras fontes naturais são: agrião, couve, aveia (que tal uma vitamina?), amêndoas, açaí, brócolis, sardinha em latas, salmão, entre outros.

Infelizmente, a maioria dos adultos não consegue atingir as necessidades diárias de cálcio. Pesquisa realizada no Brasil* mostrou que a ingestão média diária de cálcio é de 448mg, ou seja, 1/3 das necessidades diárias.

Exemplo de dieta de cálcio adequada:

· Um copo de leite

· Um pote de iogurte

· 25g de queijo tipo minas

· 250g em alimentos não lácteos

O que facilita a absorção do cálcio?

A vitamina D é um exemplo. Sem ela o cálcio não é absorvido. Ela é produzida pela pele em resposta à exposição solar. É necessário de 10 – 20 minutos de exposição diária, dependendo do tipo de pele e do horário. Outra maneira de fixar o cálcio é a prática de exercícios físicos.

O que dificulta a absorção do cálcio?

Café em excesso e ferro.

Quais são outros benefícios do cálcio?

Diminui a incidência do câncer colorretal e reduz os níveis de pressão arterial em hipertensos.

* Pinheiro et al. The Brazilian Osteoporosis Study. 2009.

Palavras-chave: cálcio, osteoporose, dieta.

Dr. Antônio Aleixo Neto