sexta-feira, 18 de maio de 2018

8 vantagens e 4 desvantagens do uso do contraceptivo injetável trimestral

VANTAGENS
  • Muito eficaz: superior até à ligadura tubária.
  • Prático: uma injeção apenas de 3/3 meses.
  • Pode ser usado em qualquer idade.
  • Não prejudica o leite materno.
  • Pode ser usado nas portadoras de miomas, adenomiose e endometriose.
  • Pode ser usada em hipertensas leves e em portadoras de enxaqueca.
  • Pode ser usada por fumantes.
  • Método barato e disponível na Farmácia Popular.


Depoprovera



DESVANTAGENS

  • Muda o padrão menstrual: a maioria passa a não menstruar (o que é bom); outras podem ter sangramentos discretos e irregulares.
  • Pode retardar o retorno à fertilidade.
  • Pode causar dor de cabeça, dor mamária e acne, em algumas mulheres.
  • Pode levar ao ganho de peso e retenção de líquidos, em algumas mulheres.
Palavras-chave: injetável trimestral, contraceptivo injetável.


Prof. Antônio Aleixo Neto

Mestre em Saúde da Mulher (UFMG)
Master in Public Health (Harvard University)

© Todos os direitos reservados



sábado, 5 de maio de 2018

HORMÔNIOS NA MENOPAUSA: TEM OU NÃO QUE TOMAR?

Muitas pacientes lá pelos 40, me perguntam se todas as mulheres têm que tomar hormônios na pré ou pós-menopausa. Eu respondo que cada caso é um caso diferente, mas que, dificilmente uma mulher conseguirá passar por este período sem tomar algum tipo de Terapia Hormonal (TH), por maior ou menor tempo. Digo isto porque os sintomas podem ser muito incômodos e a TH também pode prevenir vários problemas de saúde.

Menopausa1

Primeiramente, vamos à definição dos termos climatério e menopausa. Fico com a definição do Dr. Dráuzio Varella: Climatério é o nome dado ao período de transição entre a fase reprodutiva e não reprodutiva da vida feminina, que acontece como consequência do esgotamento da função ovariana. Menopausa é um diagnóstico feito “a posteriori”, depois que se passaram 12 meses sem ocorrer menstruações

Mas, vamos ver o que preconiza a Sociedade Norte-americana de Menopausa, uma das entidades mais importantes nessa área.

Em 2017 esta Sociedade atualizou sua posição diante da Terapia Hormonal (TH) antes em vigor desde 2012.

Aqui publicamos um resumo:

Nessa declaração oficial foi confirmada que a Terapia Hormonal (TH) continua a ser o tratamento mais eficaz para os sintomas vasomotores (fogachos, etc.) e a síndrome geniturinária da menopausa além de que, tem sido mostrado sua utilidade na prevenção da perda óssea e fratura.

Os riscos da TH diferem dependendo do tipo, dose, duração do uso, rota de administração, calendário de iniciação, e se um progestágeno é usado. O tratamento deve ser individualizado para identificar o tipo TH mais apropriado, dose, formulação, rota de administração e duração do uso, utilizando as melhores evidências disponíveis para maximizar os benefícios e minimizar os riscos, com reavaliação periódica dos benefícios e os riscos de continuar ou descontinuando HT.

Tratamento menopausa

Para as mulheres com idade mais jovem do que 60 anos ou que estão dentro de 10 anos de início da menopausa e não têm contraindicações, a relação risco/benefício é mais favorável para o tratamento dos sintomas vasomotores incômodos e para aqueles em risco elevado de perda óssea ou fratura.

Para as mulheres que iniciam a TH mais de 10 ou 20 anos do início da menopausa ou têm idade além dos 60 anos ou mais, a relação risco/benefício parece menos favorável por causa dos maiores riscos absolutos de doença coronariana, derrame, tromboembolismo venosa, e demência.


Palavras-chave: menopausa, climatério, terapia hormonal.


Prof. Antônio Aleixo Neto
Mestre em Saúde da Mulher (UFMG)
Master in Public Health (Harvard University)

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terça-feira, 1 de maio de 2018

Duas ou três coisas que você deve saber dela: pílula do dia seguinte


A pílula do dia seguinte é um contraceptivo de emergência que pode ser usado para prevenir a ocorrência de gravidez, após uma relação sexual sem proteção ou quando há suspeita de falha do método anticoncepcional rotineiramente utilizado.

Emergency


A sua formulação contém apenas um tipo de progesterona, o levonorgestrel, de preferência na dosagem de 1,5mg.

A eficácia desta pílula dependerá justamente do intervalo entre a relação sexual e o seu uso. Quanto mais cedo tomada, maior a eficácia. No primeiro dia: 95%. Já no 3º. dia (72h) 58%. Se compararmos com os métodos modernos de contracepção, tais como a pílula tradicional, os DIUs, o Mirena, as injeções e outros, com eficácia contraceptiva acima de 99%, constatamos que a eficácia da pílula do dia seguinte é muito menor.

Modo de uso


Na dosagem de 1,5mg, tomar apenas 1 comprimido o mais rápido possível após a relação sexual.

Pílula emergencia


Como age?


O mecanismo de ação do levonogestrel pode ser variável, inclusive dependendo da fase do ciclo menstrual que a mulher se encontrar.


  • Através da inibição ou retardo da ovulação;
  • Dificultando o ingresso do espermatozoide no útero;
  • Ou, alterando a passagem do óvulo ou espermatozoide pela tuba uterina.

Não age quando o óvulo foi fertilizado.



Efeitos colaterais mais comuns


Náuseas, vômitos, tonturas, cefaleia e sensibilidade dos seios.

Se ocorrer vômito dentro de duas horas da administração da pílula de emergência, a dose deve ser repetida.

Para náuseas e vômitos pode ser ingerido o cloridrato de meclizina 25 mg, 1 comprimido).


Indicações para o uso da pílula do dia seguinte


Basicamente, a pílula do dia seguinte foi configurada para ser usada emergencialmente e se possível uma única vez. Não é para ser usada como método regular de contracepção.


Bons exemplos para seu uso:


  • Teve relações sexuais sem proteção e em período fértil
  • Teve relações sexuais com preservativo que se rompeu, diafragma ou DIU que se deslocaram
  • Teve relações após dois dias de esquecimento do uso da pílula anticoncepcional combinada


Importante que, uma vez o “acidente” tenha acontecido, passar a usar preservativo masculino até a próxima menstruação, ou que seja definido que não ocorreu gravidez.


Esquecimentos frequentes de pílula anticoncepcional, preservativos que se rompem, etc., são indicações que não se está usando o método do modo correto. Talvez seja melhor optar por outro método. Hoje em dia existem várias opções disponíveis. Converse com seu ginecologista.


Exemplos de pílulas de emergência:


Pozato Uni

Postinor Uno

Neodia

Postinor2



Palavras-chave: pílula do sai seguinte, pílula de emergência, levonorgestrel


Prof. Antônio Aleixo Neto
Mestre em Saúde da Mulher (UFMG)
Master in Public Health (Harvard University)

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domingo, 18 de março de 2018

Implanon – implante contraceptivo

O único implante contraceptivo disponível no Brasil é denominado Implanon e consiste num bastonete não-biodegradável de 4 cm de comprimento por 2 mm de espessura (tamanho de um palito de fósforo), contendo no

seu interior 68 mg de etonogestrel disperso numa matriz de etileno-vinil-acetato (EVA). O etonogestrel é o metabólito ativo do desogestrel, tipo de progesterona.

Implanon nos dedos

O Implanon libera pequenas quantidades desse hormônio diretamente na circulação sanguínea, mantendo um perfil estável e com duração de três anos.

O produto é fornecido pré-embalado em um aplicador estéril, descartável, que permite sua inserção fácil e rápida.Implanon NXT


É para uso sub-dérmico, no braço, inserido com um aplicador especial, tendo uma duração de três anos. Sua eficácia chega a quase 100%.

iMPLANON BRAÇO


As contra-indicações são similares aos outros anticoncepcionais baseados na progesterona, ou seja, poucas.

Para se ter uma ideia, o Implanon pode ser usado por tabagistas, por hipertensas, por quem tem enxaqueca com aura e até por que já teve trombose!

O efeito colateral mais comum consiste na alteração do padrão menstrual típico.


Vantagens


Três anos de proteção contraceptiva

Alta eficácia

Alta adesão da usuária

Rápido retorno da fertilidade pré-existente, após a remoção

Melhora da dismenorreia

Boa tolerabilidade

Inserção e remoção simples e rápidas


Desvantagem


Necessita de uma pequena anestesia local para inserir e retirar o implante

Palavras-chave: implante, contraceptivo, etonogestrel, progesterona

Prof. Antônio Aleixo Neto
Mestre em Saúde da Mulher (UFMG)
Master in Public Health (Harvard University)

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domingo, 11 de março de 2018

Mirena–um pequeno resumo

Mirena1


O endoceptivo ou DIU (Mirena®) é uma estrutura plástica em forma de “T” de 32 mm de comprimento com um cilindro contendo uma mistura de um plástico permeável (polidimetilsiloxano) e 52 mg de um tipo de progestogênio (levonorgestrel). Este cilindro é revestido por uma membrana que regula a liberação do hormônio. A estrutura do “T” está impregnada com sulfato de bário, tornando o endoceptivo visível ao RX.

Após sua inserção, o progestogênio (levonorgestrel), é liberado em doses de 20 mcg por dia. Difere dos DIUs medicados com cobre pelo fato da ação hormonal local inibir a proliferação endometrial, espessar o muco cervical, além de inibir a motilidade espermática e destruí os espermatozoides. Como consequência dessa ação endometrial, além da contracepção, o endoceptivo tende a diminuir o fluxo menstrual e a dismenorreia (cólicas menstruais). A sua ação no muco cervical permite diminuir a incidência das Infecções Sexualmente Transmissíveis.

A sua eficácia é uma das melhores entre todos os contraceptivos, com índice de falha de 0,2% ao ano. A sua duração dentro do útero é de cinco anos, conforme bula, mas já há trabalhos científicos mostrando uma durabilidade de até sete anos.




Benefícios além da contracepção


Além do Mirena ter uma alta eficácia, longa duração e praticidade, ele tem a característica de beneficiar a mulher em vários outros aspectos:

  • Alívio dos sintomas da endometriose, principalmente a dor pélvica crônicador pelvica
  • Diminuição do volume uterino e do sangramento em pacientes com adenomiose
  • Diminuição ou interrupção da menstruação

  • Diminuição do sangramento menstrual em pacientes com alguns tipos de miomas
  • Prevenção da hiperplasia endometrial
  • Melhora acentuada das cólicas menstruais
  • Melhora da TPM

Sendo assim, a grande maioria apresenta uma melhora apreciável da qualidade de vida, devido a melhora dos sintomas ligados ao ciclo menstrual.

Na Finlândia, por exemplo, mais de 60% das mulheres que inseriram o Mirena para tratamento da hemorragia uterina foram dispensadas de fazer histerectomia (retirada do útero), que é uma cirurgia de grande porte e que tem seus riscos.


Efeitos colaterais


Como todo medicamento ou dispositivo, o Mirena pode apresentar alguns efeitos colaterais, geralmente mínimos:


Acne, pele e cabelos oleosos: saiba mais

Dor nas mamas

Alteração da secreção vaginal

Ressecamento vaginal

Cistos ovarianos passageiros

Aumento de peso: inúmeras pesquisas mostram que o Mirena em si, não é causa aumento de peso e sim outros fatores


Contraindicações


São poucas, mas, importante ter conhecimento:


Gravidez

Infecções pélvicas ou do colo uterino

Alguns tipos de miomas

Estenose cervical

Pólipos uterinos

Câncer de mama ou alto risco para esse câncer

Estenose cervical

Estenose cervical2


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Palavras-chave: Mirena, DIU hormonal, levonorgestrel, benefícios além da contracepção, efeitos colaterais, contraindicações.


Prof. Antônio Aleixo Neto
Mestre em Saúde da Mulher (UFMG)
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segunda-feira, 5 de março de 2018

Saiba de 6 condições para diminuir a chance de ter câncer de mama

O câncer de mama é reconhecidamente um dos maiores dramas para as mulheres. Cerca de 60.000 novos casos são estimados para o ano de 2018, no Brasil.

Portanto, todas as ações para que se possa diminuir sua incidência são bem vindas. Vejam essas:


Amamentação: amamentar durante pelo menos vários meses, além de ser ideal para os bebês, pode diminuir o risco de câncer de mama.

Dieta saudável: uma dieta rica em vegetais, frutas, aves, peixes e produtos lácteos com baixo teor de gordura e evitando carne processada e vermelha está relacionada a um menor risco de câncer de mama.

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Álcool: a ingestão de bebidas alcoólicas está claramente ligada a um risco aumentado de câncer de mama. O risco aumenta com a quantidade de álcool consumida.

Obesidade: o excesso de tecido gordo em qualquer idade, mas especialmente após a menopausa, pode aumentar os níveis de estrogênio e aumentar sua chance de contrair câncer de mama.

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Atividade física: a atividade física regular reduz o risco de câncer de mama, especialmente em mulheres após a menopausa.

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Gravidez: ter filhos em idade jovem (entre 20 – 30 anos) e ter muitas gravidezes, reduz o risco de câncer de mama.


INFELIZMENTE,


Existem fatores de risco de câncer de mama que não podem mudados


1º. Ser mulher. O câncer de mama é 100 vezes menos frequente em homens.

2º. Idade. À medida que a idade passa, o risco de câncer de mama aumenta. A maioria dos cânceres de mama são encontrados em mulheres com idade igual ou superior a 55 anos.

3º. Herança genética. Cerca de 5% a 10% dos casos de câncer de mama são hereditários. Ter um parente de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) com câncer de mama quase dobra o risco de uma mulher. Ter 2 parentes de primeiro grau aumenta seu risco cerca de 3 vezes.

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4º. Menarca (primeira menstruação) precoce.

5º. Menopausa tardia, além dos 55 anos.


Palavras-chave: câncer, câncer de mama, prevenção, fatores de risco.


Prof. Antônio Aleixo Neto
Mestre em Saúde da Mulher (UFMG)
Master in Public Health (Harvard University)


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