terça-feira, 4 de setembro de 2018

O que significa mancha branca no colo do útero?

As manchas brancas que aparecem no exame colposcópicos do colo uterino são lesões decorrentes de cervicite crônica (inflamação crônica do colo), geralmente sem significado clínico importante, ou então, lesões causadas pelo HPV, que têm importância variável, dependendo do tipo de imagem.

MANCHAS BRANCAS

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O Papanicolaou (citologia de prevenção do câncer) detecta as células anormais oriundas destas manchas, classificando-as em: normais, displasia leve, moderada ou grave. É um exame indireto das lesões.

Já a colposcopia (exame através de um colposcópio, que é um aparelho binocular de grande aumento), tem uma visão direta das lesões. Este exame colposcópico permite verificar pequenas nuances de relevo, de extensão e coloração das imagens de maneira que se pode inferir o grau de importância e gravidade da mesma. Dependendo dos achados, o ginecologista poderá recomendar um acompanhamento periódico, uma biópsia, uma cauterização ou até mesmo uma cirurgia.

COLPOSCÓPIO



O exame colposcópico é um exame extremamente acurado e exige um ginecologista treinado na técnica. Geralmente é necessário fazer um curso de especialização em Colposcopia e Patologias do Trato Genital Inferior.

BIÓPSIA DO COLO UTERINO



No caso da necessidade de uma biópsia, o material retirado é encaminhado para um exame com um patologista, o qual dará o diagnóstico preciso da gravidade ou não da lesão.


Palavras-chave: manchas do colo uterino, colo uterino, colposcopia, cervicite, HPV, Papanicolaou, prevenção do câncer, biópsia do colo uterino.


Prof. Antônio Aleixo Neto
Mestre em Saúde da Mulher (UFMG)
Master in Public Health (Harvard University)
© Todos os direitos reservados


Contato: antonioaleixoneto@gmail.com








sexta-feira, 24 de agosto de 2018

O teste rápido Actim Partus é um verdadeiro achado para distinguir o falso trabalho de parto prematuro do real trabalho de parto prematuro.

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Entre suas vantagens:

Identifica pacientes com alto risco de parto prematuro
Resultado negativo exclui claramente a trabalho iminente
Respostas confiáveis disponíveis em poucos minutos
Benefícios de custo - internação somente para os casos de verdadeiro trabalho de parto
Procedimento fácil - sem instrumentação a não ser o kit, que já vem completo

Veja em:

https://youtu.be/NnMVvrtQe0o

quinta-feira, 5 de julho de 2018

8 COISAS QUE VOCÊ DEVE SABER SOBRE VAGINOSE BACTERIANA

Vaginose bacteriana é uma síndrome em que ocorre a substituição da flora bacteriana habitual da vagina -- onde predomina o Lactobacillus -- por uma flora poli microbiana que inclui: Gardnerella vaginalis, Prevotella, Mobiluncus, Mycoplasma, Atopobium vaginae e outros germes. Muitos chamam resumidamente de Gardnerella, por que esta bactéria é a mais presente nesta síndrome, mas, como vimos, não a única.
 

Vaginosis image

 
1. O que causa a Vaginose?

Ainda não se sabe porque esta flora anormal passa a dominar o ecossistema vaginal em algumas mulheres e não em outras.

Entre os fatores predisponentes salientam-se:

· Mulheres com vida sexual ativa
· Mulheres com vários parceiros sexuais
· Baixa imunidade
· Mulheres com ectopia (“ferida”) do colo uterino
· Usuárias de DIUs de cobre
· Uso de ducha vaginal

As raças brancas e asiáticas são menos predispostas à vaginose bacteriana, assim como as usuárias de qualquer método contraceptivo hormonal.
 
2. A Vaginose Bacteriana é uma DST (Doença Sexualmente Transmissível)?

Uma pergunta que geralmente é feita sobre a Vaginose Bacteriana é se ela é contagiosa ou não. No momento, está ocorrendo uma importante mudança de paradigma. Sempre se achou que a vaginose teria a ver com atividade sexual, mas, que ela não seria transmitida sexualmente. No entanto, tem surgido trabalhos modernos, com estudos baseados em métodos DNA e PCR, mostrando que o parceiro da mulher portadora da vaginose bacteriana possui geralmente a mesma flora que ela, na pele do pênis e na uretra. Isto inclui a Gardnerella vaginalis com biofilme, além de outras bactérias causadoras da vaginose.
A resposta então, baseada nas últimas evidências científicas, é que pode ser transmissível. O homem não tem a doença. Ele não sente nada. Mas, pode adquirir a flora contaminante da mulher e retransmiti-la.
 
 


3. Quais os sintomas mais frequentes?

O mais comum é um corrimento acinzentado/amarelado com forte odor, geralmente descrito como corrimento com cheiro de peixe. Este corrimento vaginal com mau cheiro costuma piorar após relação sexual. A vaginose não costuma dar coceira e ardor.



4. Como se faz o diagnóstico?


O diagnóstico da vaginose bacteriana é baseada no conjunto de sintomas e achados laboratoriais. Se você tem queixas de corrimentos, o ginecologista fará um exame ginecológico completo e eventualmente fará alguns testes das secreções. Na vaginose há um teste simples, feito no próprio consultório, que consiste na adição de hidróxido de potássio 10% na secreção vaginal para aumentar a liberação do característico cheiro forte de peixe.



5. A Vaginose Bacteriana é comum?


É muito comum. É a maior causa de corrimento entre as mulheres em idade fértil. Nos EUA estima-se que 21 milhões de mulheres adquiram esta síndrome por ano.

 

 
6. A vaginose bacteriana é perigosa?

Para mulheres gestantes sim, por que aumenta a incidência de partos prematuros, que é uma das maiores complicações que pode ocorrer na gravidez.

 

 
A vaginose bacteriana tem uma ação pró inflamatória e assim facilita o contágio de outras doenças, tais como gonorreia, clamídia, doença inflamatória pélvica, HPV e mesmo o HIV, devido à diminuição da flora vaginal normal, que tem função protetora.
 
7. O tratamento é complicado?

Não. É até simples, podendo ser feito por medicamentos por via oral, vaginal ou associados.

 
 
 
8. Por que então é tão frequente a recidiva?

Principalmente pelo fato de ser uma síndrome com grande diversidade de germes causadores. Alguns são sensíveis a determinados antibióticos e outros não. Desta forma, os tratamentos prescritos podem não eficientes para todos.

Outro fator é que alguns dos germes causadores produzem o que chamamos de “ biofilme ”, que é como se fosse uma redoma de vidro que isola o germe do meio ambiente, impedindo a ação dos antibióticos.
Finalmente, não se costumava tratar o parceiro da mulher portadora de vaginose bacteriana. Mas, como a hipótese de transmissibilidade agora é aceita, o tratamento do parceiro é imperativo e deve diminuir – em muito – a recorrência ou recidiva da vaginose bacteriana.



Palavras-chave: vaginose bacteriana, Gardnerella vaginalis, DST, biofilme.


Prof. Antônio Aleixo Neto
Mestre em Saúde da Mulher (UFMG)
Master in Public Health (Harvard University)
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quinta-feira, 14 de junho de 2018

CISTITE DE NOVO? NÃO AGUENTO MAIS…

Isso mesmo, essa cistite que vai e volta e que incomoda chama-se de Cistite de repetição ou recorrente, que é quando uma paciente tem dois ou mais episódios de infecção da bexiga por ano. Os sintomas mais comuns são:

  • Dor para urinar
  • Urgência urinária
  • Dor no baixo ventre
  • Sangue na urina


Cistite3

A cistite pode evoluir para a pielonefrite, que é um quadro mais grave, com: febre, dor lombar, fraqueza, enjoos.

Os germes causadores da cistite são, em geral, provenientes do trato intestinal, como a Escherichia coli. Isto já ajuda a explicar porque as mulheres têm muito mais cistites do que os homens: a distância do ânus à entrada da vagina. A infecção urinária surge quando essas bactérias migram da região perianal e passam a colonizar a região ao redor da uretra. Dali, passam facilmente para a bexiga.

Enterococos

Mas, por que esta repetição?

Algumas podem ser explicadas por predisposição genética ou baixa de resistência. Mas, existem doenças, situações e hábitos que aumentam o risco da Cistite Recorrente ou de Repetição.

Diabetes

Menopausa

AIDS

Gravidez

Anomalias anatômicas do trato urinário

ALGUMAS DICAS PARA PREVENÇÃO


Hábitos e frequência sexual

A infecção urinária não é doença sexualmente transmitida, mas a relação sexual provoca atrito e facilita a contaminação vaginal por germes que se encontram no períneo. Nos casos de cistite de repetição é conveniente urinar após a relação e o uso de antibióticos profiláticos pode ser útil em casos selecionados.

O sexo anal pode ser considerado uma das maiores causas de cistite de repetição, porque espalha germes intestinais no períneo. Se for seguido de sexo vaginal, aí então, nem se fala: estes germes são lançados diretamente nos genitais.

Roupas leves

Procure usar roupas leves de forma a não deixar a região genital muito úmida pelo suor. A pele úmida e fechada por muito tempo debaixo de roupas que não permitem a circulação do ar favorece a proliferação de bactérias e fungos (candida). Dress


Hábitos de higiene

Limpar-se sempre da frente para trás. Ao invés do papel, usar, de preferência, lenços umedecidos neutros. O papel higiênico deixa resíduos que podem acumular bactérias.

Evite segurar a urina por muito tempo. Isto favorece a bexiga cheia e a proliferação de germes.

Não deixar o absorvente íntimo externo por muito tempo. O absorvente interno ou o coletor menstrual são mais indicados.

Não usar desodorantes ou talcos na região genital.

Na menopausa

O uso de cremes vaginais com hormônios na menopausa é particularmente eficaz no tratamento dos sintomas geniturinários, como a atrofia vaginal. Eles induzem a normalização do epitélio vaginal e ajuda a restauração da microflora normal e do Ph fisiológico da vagina. Como resultado, aumenta a resistência das células epiteliais vaginais à infecção e à presença dos germes causadores da cistite.

Água

Ah, a água. Sempre tomar muita água...

Palavras-chave: cistite, infecção urinária, cistite redicivante, cistite recorrente, pielonefrite, escherichia coli.


Prof. Antônio Aleixo Neto

Mestre em Saúde da Mulher (UFMG)
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sexta-feira, 1 de junho de 2018

DIU DE PRATA: O DIU QUE VALE OURO!

Existem no mercado vários modelos de dispositivos intrauterinos de cobre (DIU), que se diferenciam pelo tamanho, pelo formato e pela quantidade de cobre. Todos têm como característica a ausência de hormônios.
Modelos DIUS

Os DIUs de cobre têm tido uma crescente procura entre as mulheres, principalmente aquelas que não querem mais a influência de nenhum hormônio no seu organismo, mas não abrem mão de um método contraceptivo de longa duração e eficaz. E realmente, os DIUs de cobre têm uma duração entre cinco e dez anos e uma eficácia em torno de 99,7%. Ou seja, excelente.
Há cerca de dois anos foi lançado com grande sucesso no Brasil um DIU chamado Silverflex, que, além do filamento de cobre de 380cm2 que envolve a base de polietileno, tem um núcleo de prata dentro dele. O seu formato é de um ípsilon (Y). Tem como característica também importante um aplicador mais fino que o do T de cobre, facilitando sua inserção.
Silverflex Telediu
O sucesso deste modelo de DIU tem sido explicado pela diminuição dos efeitos colaterais, tais como as cólicas menstruais e o fluxo menstrual, além da maior facilidade de inserção em nuligestas (mulheres que não tem filhos).



Portanto, bem-vindo este novo modelo de DIU Andalan Silverflex de cobre/prata. Nova opção para as mulheres que desejam um método não hormonal, de longa duração e de alta eficácia.

Palavras-chave: DIU, dispositivo intrauterino, DIU de cobre, DIU de cobre e prata, SIlverflex

Prof. Antônio Aleixo Neto
Mestre em Saúde da Mulher (UFMG)
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sexta-feira, 18 de maio de 2018

8 vantagens e 4 desvantagens do uso do contraceptivo injetável trimestral

VANTAGENS
  • Muito eficaz: superior até à ligadura tubária.
  • Prático: uma injeção apenas de 3/3 meses.
  • Pode ser usado em qualquer idade.
  • Não prejudica o leite materno.
  • Pode ser usado nas portadoras de miomas, adenomiose e endometriose.
  • Pode ser usada em hipertensas leves e em portadoras de enxaqueca.
  • Pode ser usada por fumantes.
  • Método barato e disponível na Farmácia Popular.


Depoprovera



DESVANTAGENS

  • Muda o padrão menstrual: a maioria passa a não menstruar (o que é bom); outras podem ter sangramentos discretos e irregulares.
  • Pode retardar o retorno à fertilidade.
  • Pode causar dor de cabeça, dor mamária e acne, em algumas mulheres.
  • Pode levar ao ganho de peso e retenção de líquidos, em algumas mulheres.
Palavras-chave: injetável trimestral, contraceptivo injetável.


Prof. Antônio Aleixo Neto

Mestre em Saúde da Mulher (UFMG)
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