sábado, 31 de agosto de 2013

Quais as vantagens do anel vaginal?

 

O anel vaginal consiste de um anel plástico flexível que contém em seu interior dois hormônios, assim como a pílula anticoncepcional combinada. Portanto, ele age como se fosse uma pílula, só que os hormônios são absorvidos pela via vaginal.

clip_image001

O anel é facilmente inserido pela própria mulher entre o 1º. e 5º. dia de menstruação (na primeira vez que usar) e deixado por 21 dias, seguido por sete dias de intervalo e então inserido um novo anel.

As principais vantagens do anel vaginal em relação às pílulas são:

· Praticidade: a mulher não precisa se lembrar de tomar a pílula todos os dias no horário certo.

· Efeitos colaterais: devido os níveis constantes dos hormônios e ao fato de não ser metabolizada imediatamente pelo fígado, a usuária de anel apresenta menos efeitos colaterais, tais como enjoos, dor de cabeça, etc.

· Controle do ciclo: a usuária de anel vaginal tem uma probabilidade menor de sangramentos fora de época, do que a usuária de pílula.

Maiores informações no link: http://ginecenter.blogspot.com.br/2008/10/anel-vaginal.html

Palavras chave: anel vaginal, contracepção.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Tudo o que você precisa saber sobre candidíase

O que é?
A candidíase vulvovaginal é uma infecção comum que ocorre quando há crescimento anormal do fungo chamado Candida sp. Embora a Candida esteja presente em algumas mucosas do corpo em pequenas quantidades (ex: vagina, intestino, cavidade oral), eventualmente ocorre um desequilíbrio e ela se multiplica. Exemplos: quando a vagina está mais ácida do que o normal e em caso de desequilíbrio hormonal.
A candidíase é a segunda infecção vaginal mais frequente, só inferior à vaginose bacteriana, sendo que ¾ das mulheres adquirirão a infecção em alguma fase da vida.
Pesquisa por nós efetuada no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais mostrou que cerca de 20% das mulheres tinham candidíase. Destas, cerca de ¼ apresentavam a moléstia por Candida não-albicans, que é uma espécie de Candida mais resistente.
Quais são os sintomas?
Os mais comuns são: coceira, ardor, vermelhidão na vulva, dor ou incômodo na relação sexual e corrimento tipo “nata de leite”.
O homem tendo contato com uma mulher com candidíase poderá sentir coceira, vermelhidão e ardor no pênis.
clip_image002
Como se “pega“ a candidíase?
A candidíase não é considerada uma Doença Sexualmente Transmissível, ou seja, a não ser em raríssimos casos ela não é transmitida entre os parceiros. O homem dificilmente é portador da Candida. No entanto, na fase aguda da candidíase é conveniente evitar-se relações sexuais. Sendo assim, a infecção por Candida poderá surgir por um supercrescimento induzido por algumas condições:
- Uso de antibióticos
- Uso de corticóides
- Uso de roupas apertadas e sintéticas
- Imunodeficiências: ex: AIDS. Lembramos que o estresse crônico também pode baixar a resistência e as defesas naturais do organismo
- Gravidez
- Uso de hormônios

- Excesso de relações sexuais


Como se previne a candidíase?
Tudo que evite as condições acima citadas evitará o a multiplicação da Candida e o surgimento da candidíase. Um dos fatores mais comuns hoje em dia é o uso de roupas inadequadas: calça jeans, calcinhas de tecido sintético, legs. Nas praias também é comum o uso de biquínis de tecido sintético, apertados e que ficam úmidos e usados por longas horas. É por isso que muitas pessoas que voltam das praias apresentam candidíase, além do fato da areia da praia conter esporos (sementinhas) da Candida, que contaminarão as mulheres alguns dias após o contato.
Como se trata a candidíase?
Hoje em dias existe um número enorme de medicamentos por via oral e cremes vaginais com boa ação sobre a candidíase. O tratamento varia de um a sete dias. O índice de cura chega a 80% dos casos. É importante a abstinência sexual durante sete dias.
O tratamento deve ser baseado num diagnóstico preciso, por que muitas vezes outras doenças apresentarão sintomas parecidos e o tratamento não surtirá efeito.
O parceiro na maioria das vezes não precisará de tratamento, a não ser se ele apresenta irritação peniana.
Por que a candidíase reaparece com frequência?
Algumas mulheres apresentam recorrência (+ de três episódios por ano). Muitas destas são por continuarem apresentando os fatores predisponentes. Outras por apresentarem a Candida não-albicans, que, como já foi escrito acima, é mais resistente do que a Candida albicans, a espécie mais comum. Outras apresentam um tipo de alergia, que faz com que tenham sintomas, mesmo sem um supercrescimento do fungo.
Estes casos merecem um estudo mais aprofundado para um tratamento mais adequado.
Palavras chaves: candidíase, Candida, infecção vaginal, candidíase vaginal.



























sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Governo fornecerá pílula do dia seguinte às vítimas de violência sexual.

No dia 1º. de agosto foi sancionado o projeto de lei que garante acesso de vítimas de violência sexual ao SUS, incluindo fornecimento a pílula do dia seguinte e coquetel anti-HIV, além de assistência psicológica e social. clip_image002

Lembramos que desde 2006 o Conselho Federal de Medicina já havia aprovado o uso da Anticoncepção de Emergência como método alternativo para prevenção da gravidez, por não provocar danos nem a interrupção da mesma.

O uso da pílula do dia seguinte é simples. Existem dois tipos: um com dois comprimidos, que devem ser tomados com intervalo de 12h e iniciados o mais rapidamente possível, até no máximo 72h após a relação sexual. Outro tipo tem apenas um comprimido, que também deve ser tomado no máximo em até 72h após a relação.

A eficácia desta pílula dependerá justamente do intervalo entre a relação sexual e o seu uso. Quanto mais cedo tomada, mais eficaz será. No primeiro dia: 95%. Já no 3º. dia (72h) 58%. Se compararmos com os métodos modernos de contracepção, tais como a pílula tradicional, o DIU, o MIrena, as injeções e outros, com eficácia contraceptiva acima de 99%, constatamos que a eficácia da pílula do dia seguinte é muito menor.

Portanto, seu uso só é aceitável como uma ação emergencial e se possível única. A pílula do dia seguinte não é para ser usada como método regular de contracepção.

Palavras chave: pílula de emergência, pílula do dia seguinte, contracepção de emergência.