sexta-feira, 27 de novembro de 2015

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domingo, 22 de novembro de 2015

Dúvidas: Você precisa “descansar” de vez em quando com uso da pílula anticoncepcional?

 

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Falso:

Esta é uma das crenças mais comuns sobre a pílula, até mesmo por alguns profissionais de saúde. A ideia de fazer uma pausa da pílula pode ter suas origens no fato de que as pílulas mais antigas tinham altas doses hormonais. Algumas pessoas também acham que esse “descanso” é necessário para manter os níveis de fertilidade. No entanto, não há razão para as mulheres fazerem isto, como por exemplo, descansarem um mês por ano. Alguns estudiosos sugerem que, de fato, o reinício repetido da pílula pode ser mais prejudicial do que a situação relativamente em estado estacionário que é mantida durante o uso sustentado. Além disso, como efeitos colaterais geralmente ocorrem nos primeiros meses de uso da pílula, muitas vezes cedendo depois de um tempo, ao reiniciar a pílula as mulheres podem ter esses efeitos colaterais novamente.

Palavras-chave: pílula anticoncepcional, pausa, descanso.

Dr. Antônio Aleixo Neto

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Exame de Papanicolau ou Citologia Oncótica

Sinônimos:
Preventivo, exame citológico, exame colpocitológico, citologia oncótica
O que é?
É uma maneira de examinar células coletadas do colo do útero. O objetivo principal do exame é detectar o câncer de colo de útero em estágio precoce ou anormalidades nas células que podem estar associadas ao desenvolvimento deste tipo de tumor.
Ele também pode encontrar condições não-cancerígenas, como infecções viróticas no colo do útero, tais como verrugas genitais causadas pelo HPV (papilomavírus humano) e herpes, infecções vaginais causadas por fungos, como a candidíase ou por bactérias, como o Trichonomas vaginalis. O exame também pode dar informações sobre os níveis hormonais, principalmente estrogênio e progesterona.
Quem deve fazer este exame?
É recomendado para todas as mulheres sexualmente ativas, independentemente da idade. Deve ser iniciado pelo menos três anos após o início da vida sexual ativa, ou antes, dos 21 anos de idade (o que acontecer primeiro).
A coleta pode ser interrompida aos 65 anos, se houver exames anteriores repetidamente normais.
Qual o intervalo ideal entre as coletas?
O intervalo ideal entre as coletas de citologia varia entre um a três anos baseado na presença de fatores de risco, tais como:
  • Início precoce da atividade sexual
  • História de múltiplos parceiros sexuais
  • Nível socioeconômico baixo
  • História de ter tido parceiro com infecções genitais
  • Passado de câncer de vulva ou vagina
  • Ter parceiro com história de câncer de pênis
  • Ser fumante
  • Estar imunodeprimida
A coleta deve ser anual caso algum destes fatores esteja presente
Como devo me preparar para a realização do exame?
O melhor período do ciclo menstrual para a realização do exame é, pelo menos, uma semana antes da menstruação.
Deve ser evitado o uso de cremes ou duchas vaginais por 48 horas anteriores ao exame e não ter relações sexuais pelo menos 24 horas antes do procedimento.
O que ocorre durante a realização do procedimento?
É um exame bastante simples. A mulher fica na posição ginecológica (deitada, com os joelhos dobrados e as pernas afastadas), o médico introduz um especulo na vagina, retira material do orifício do colo do útero e da parede vagina e encaminha para análise em laboratório de citopatologia.
Não há dor durante o exame, algumas mulheres sentem um leve desconforto. É importante manter-se relaxada durante o procedimento para facilitar a introdução do especulo.
O que esperar após a realização do exame?
Se o resultado mostrar células normais, não é necessário nenhum tratamento. Caso haja alguma infecção, o ginecologista irá orientar um tratamento específico.
Se as células apresentarem alguma alteração, poderão ser necessários outros exames, como, por exemplo, uma colposcopia. Converse com o seu médico sobre esta necessidade.
Como é coletado material do colo do útero, às vezes pode ocorrer um leve sangramento no local. A presença de dor ou a manutenção do sangramento deve ser prontamente comunicada ao ginecologista.
Fontes:
National Cancer Institute – U.S. National Institutes of Health
U.S. Preventive Services Task Force
Agency for Healthcare Research and Quality

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Pílula do dia seguinte: perguntas mais frequentes.

 

Pílula de emergência ou pílula do dia seguinte é um método que usa uma progesterona sintética (levonorgestrel) em dose alta, para impedir uma gravidez. É um método de emergência, para ser usado apenas em condições especiais, exemplo:

· Preservativo que arrebentou

· Ter ficado mais de três dias sem tomar a pílula comum

· Em caso de violência sexual

· Relação sexual sem nenhuma proteção contraceptiva

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Qual pílula tomar?

Hoje em dia recomenda-se o uso da apresentação mais moderna, que tem apenas uma pílula com 1,5 mg de levonorgestrel. Existem várias no mercado e inclusive em postos de saúde.

Quando tomar?

O mais rapidamente possível, dentro de no máximo 72h. A eficácia é tanto maior quanto mais cedo tomar. 95% nas primeiras 24h, caindo para 85% e 60%, no segundo e terceiro dias, respectivamente. Caso a menstruação atrase mais de cinco dias, deve-se fazer um teste de gravidez.

Como age?

Impedindo a fecundação ou retardando ou inibindo a ovulação. A pílula do dia seguinte não age numa gravidez estabelecida.

Tem efeitos colaterais?

Como todo medicamento, pode apresentar alguns efeitos. Os mais comuns são os enjoos e vômitos. Se a usuária vomitar até duas horas após a tomada a absorção pode ser comprometida e falhar. Deste modo, é recomendável tomar-se um medicamento para enjoos 1h antes de tomar a pílula de emergência. Outros efeitos: dor nas mamas, adiantamento ou atraso menstrual.

A pílula de emergência é legal?

O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou em janeiro de 2007 no Diário Oficial da União uma resolução estabelecendo normas éticas para o uso da contracepção de emergência, tornando-a legal como método alternativo para a prevenção da gravidez.

Podem-se tomar várias vezes num mesmo mês?

Não é aconselhável a administração repetida das pílulas de emergência no mesmo ciclo menstrual, para evitar-se uma sobrecarga hormonal. Após o uso da mesma, recomenda-se a utilização de um método contraceptivo tipo preservativo em cada relação sexual, até a próxima menstruação. Neste intervalo, aproveite e procure um ginecologista para avaliação e orientação sobre outro método regular de anticoncepção.

Palavras-chave: contracepção de emergência, pílula do dia seguinte, pílula de emergência, contracepção.

Dr. Antônio Aleixo Neto