segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Conhece uma das maiores inovações da pílula anticoncepcional?

 

clip_image002Você já estará pensando: que nova e maravilhosa pílula é essa? Que novo lançamento é esse? Nada disso. Uma das maiores inovações (e não é de hoje) é o uso contínuo da pílula anticoncepcional, ou seja, o uso sem interrupções a cada três semanas, como se faz habitualmente. Com isso, a usuária não menstrua, enquanto estiver tomando a pílula. É vantajoso isto? Para muitas mulheres é. Aquelas que têm endometriose, adenomiose, TPM brava, cólicas absurdas, as anêmicas, entre outras condições, podem se beneficiar muito.

Mas, voltando há anos atrás, me lembro daquela pergunta insistente: e a menstruação, não faz falta?

Foi um grande cientista, ginecologista e meu amigo, Prof. Eusimar Coutinho que batalhou durante décadas para explicar que NÃO, a menstruação não faz falta. Lançou um livro: “Menstruação, a sangria inútil”, onde mostrava claramente que a menstruação era consequência da civilização, que a menstruação praticamente não existia entre os primeiros humanos.

Vejamos: na Idade da Pedra (Paleolítico), as mulheres tinham a primeira menstruação lá pelos 18 anos. Isto se explica pela desnutrição endêmica e às longas caminhadas, com a consequente ausência de tecido gorduroso entre elas. Aqui, preciso fazer um parêntese: os tecidos gordurosos em excesso ou em falta podem levar a desequilíbrios hormonais que levam à infertilidade.

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Mas, voltemos à Idade da Pedra. A primeira menstruação sinalizava o começo do período fértil. Em pouco tempo a Betty (mulher do Barney) ficava grávida. Depois amamentava dois-três anos (não existia Nan!), portanto, sem menstruar e sem engravidar.

Quando a amamentação acabava, engravidava novamente, sem menstruar, e assim por diante, até falecer. Lembremos que a expectativa de vida naquela época era de cerca de 30 anos. A mortalidade materna era altíssima: muitas morriam no trabalho de parto.

Tudo isto para ilustrar que a menstruação não é “natural” e que não faz falta. É um subproduto da civilização.

No entanto, prezadas, antes que todas saiam por aí emendando cartelas de pílulas, se aconselhem com seu (sua) ginecologista, por que a pílula também é um subproduto da civilização, tem seus riscos, suas particularidades. Falou?

Prof. Dr. Antônio Aleixo Neto

Não percam. Vejam o vídeo com o Prof. Eusimar Coutinho: http://youtu.be/3igpdm3FE3Q

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