domingo, 31 de julho de 2016

FALHAS NO USO TÍPICO DE MÉTODOS ANTICONCEPCIONAIS POR FAIXA ETÁRIA



O que é uso típico de um método anticoncepcional? É aquele uso do dia-a-dia, sem o controle rígido das pesquisas científicas. Exemplos: o preservativo que pode sair sem querer, o esquecimento de pílulas, a ejaculação antes da retirada do pênis no coito interrompido, e por aí vai.
Quando você lê uma bula, geralmente está indicado a taxa de falhas pelo uso teórico, que é obtida em pesquisas controladas. Se uma mulher esquece de tomar uma pílula, por exemplo, ela é excluída da pesquisa.

No gráfico abaixo, embora não incluído todos os métodos, vê-se claramente os mais eficazes e os menos eficazes. O implante é o mais eficaz no uso típico por que, uma vez inserido debaixo da pele, ele não sai, a não ser se for removido pelo médico. Comparativamente, os DIUs são também muito eficazes, porém, podem ocasionalmente, sair da posição ideal, sem que a usuária perceba.

Outra constatação clara do gráfico é que a eficácia depende também da idade da usuária. Exceto o implante, todos os outros métodos são mais eficazes em mulheres acima de 25 anos. Ou seja, quanto mais jovem, mais sujeitas a gravidezes estão as usuárias de vários métodos, principalmente da pílula, preservativo, coito interrompido e tabela. Observem o caso das usuárias de pílula, que é o método mais usado no Brasil. As falhas podem chegar a 8 gravidezes para cada 100 usuárias! É preocupante e são dados de estatísticas internacionais.


Portanto, na escolha de um método contraceptivo, não basta que ele seja teoricamente eficaz, mas que também a eficácia prática seja alta. Podemos observar que os métodos com menos falhas são: o implante, os DIUs e os injetáveis.



Dr. Antônio Aleixo Neto

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Cinco fatos que você precisa saber sobre Cistite

1. O que é cistite?

Na realidade o nome correto é infecção urinária, uma das infecções mais comuns nas mulheres. Cistite é apenas a denominação da infecção localizada na bexiga. Os sintomas mais comuns são a dor, queimação e dificuldade para urinar, a vontade de urinar com frequência e odor diferente na urina. Algumas vezes, se as bactérias sobem para os rins a infecção fica mais grave e é então chamada de pielonefrite. Neste caso, podem ocorrer febre, dor lombar, náuseas, prostração e presença de sangue na urina. É um quadro mais grave

clip_image002

2. As mulheres são muito mais propensas a terem infecções urinárias do que os homens. Por quê?

Primeiramente, a uretra das mulheres é muito mais curta (entre 3 e 4 cm) e as bactérias podem alcançar a bexiga mais facilmente. A posição anatômica da uretra feminina também favorece a contaminação, uma vez que fica perto da vagina e do ânus. Outros fatores que aumentam o risco de infecção urinária nas mulheres são:

· Gravidez
· Traumatismo do parto natural e da cesariana
· Menopausa

Nos EUA cerca de 12% das mulheres têm pelo menos um episódio de cistite por ano

3. O que causa a infecção urinária?

A grande maioria das infecções urinárias é causada por bactérias provenientes do intestino. O diagnóstico final é feito por exames de urina. No entanto, muitas vezes o médico trata imediatamente a infecção baseado nos sinais e sintomas, devido à urgência do quadro e do incômodo de se esperar alguns dias pelos resultados dos exames de urina.

4. Como é o tratamento?

O tratamento é efetuado com antibióticos. Que tipo de antibiótico a ser usado e o tempo de tratamento dependerá da bactéria encontrada no exame de urina e de outros fatores a serem analisados pelo médico. O alívio é rápido, mas é importante que se complete todo o tratamento recomendado, caso contrário poderá ocorrer uma recorrência ou uma complicação, com uma subida das bactérias para os rins, causando a temida pielonefrite. A recorrência (duas ou mais vezes por ano) exige que se faça uma avaliação mais aprofundada para afastar a possibilidade de cálculos renais, estreitamentos nos canais urinários e outras causas anatômicas ou fisiológicas.

5. Dicas de como prevenir a infecção urinária:
  • · Ingerir bastante líquidos durante o dia
  • · Não “segurar” a urina. Urinar a cada 2-3 h.
  • · Urinar após as relações sexuais.
  • · Limpar os genitais da frente para trás, de preferência usando lenços   umedecidos.
  • · Usar habitualmente roupas íntimas de algodão
Palavras chave: infecção urinária, cistite, pielonefrite, infecção urina, infecção trato urinário.

Dr. Antônio Aleixo Neto