terça-feira, 24 de julho de 2012

Pílulas progestínicas

 

São aquelas que contêm apenas o componente progestogênico em dose muito baixa, em torno da metade a um décimo da quantidade  existente nas pílulas anticoncepcionais combinadas. São também chamadas de mini-pílula. Cada cartela tem entre 28 e 35 comprimidos.

A maioria atua apenas perifericamente, ou seja, no muco cervical e no endométrio, inibindo a ovulação em apenas 50% dos ciclos. Devido a seu mecanismo de ação, estas pílulas progestínicas são menos eficazes do que as combinadas, no entanto, são mais eficazes do que praticamente todos os métodos de barreira. Desta maneira, é errôneo supor que este tipo de pílula só possa ser utilizada durante a lactação.

Atenção: o produto com 75g de desogestrel, além de sua ação periférica, possui uma maior ação inibitória da ovulação. Esta característica proporciona uma eficácia equivalente à das pílulas combinadas.

Modo de uso

clip_image001IntervaloIniciar no 1o. dia de menstruação e tomar sem interrupções entre uma cartela e outra. O padrão menstrual geralmente fica alterado, com possibilidade de amenorréia e/ou sangramentos irregulares. Erros no uso podem levar à falha com mais freqüência do que com as pílulas combinadas.

clip_image001[1]Pós-partoIniciar entre 28 e 42 dias do parto e tomar diariamente, sem interrupções. São muito utilizadas no período de lactação, uma vez que não afetam a quantidade e a qualidade do leite materno. Também são mais eficazes neste período.

sábado, 21 de julho de 2012

Benefícios das pílulas combinadas além da contracepção

Pílulas combinadas (são aquelas que contém dois hormônios derivados do estrogênio e da progestrona)

Efeitos benéficos

Além do seu principal efeito benéfico - a contracepção - a pílula combinada relaciona-se com uma série de outros efeitos positivos, os quais devem ser lembrados à usuária ou à candidata ao uso da pílula:

Benefícios ligados ao ciclo menstrual

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Diminuição da quantidade e duração do fluxo

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Risco diminuído de anemia ferropriva

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Regularização do ciclo menstrual

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Melhora da dismenorréia (cólicas menstruais)

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Reduz sintomas da TPM

Outros benefícios

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Diminui sintomas da endometriose

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Diminui incidência de AFBM (Displasia Mamária)

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Diminui incidência da  doença inflamatória pélvica gonocócica

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Tratamento paliativo nas síndromes anovulatórias, também chamadas de ovários policísticos

Principais benefícios

Diminuição da incidência do câncer do ovário

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Redução de 30 a 70% no risco de desenvolver câncer do ovário

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A proteção pode permanecer por 30 anos após o término do uso

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A proteção varia pouco com a dosagem de hormônios

Petiti& Portefield - 1992
Ness RB et al. Am J Epidemiol, 2000

Diminuição da incidência do câncer do endométrio

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Diminuição do risco em mais de 50% com pelo menos um ano de uso

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Aumenta com a duração do uso

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Persiste proteção pelo menos por 15 anos

Petitti & Porterfield – 1992

Diminuição da incidência de cistos ovarianos funcionais

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Risco diminui entre 20% (até 5 anos de uso) a 60% (com mais de 5 anos de uso)

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O efeito persiste por cerca de 5 anos . Não foram encontradas diferenças no risco baseadas nas doses do estrógeno

Westhoff C et al. Am J Epidemiology, 2000

segunda-feira, 16 de julho de 2012

O espéculo vaginal deve ser estéril?

Ginecol-scan001-webA primeira consideração que devemos fazer é que as cavidades oral, vaginal, anal, nasal e os ouvidos, não são estéreis, uma vez que são consideradas cavidades “abertas” e possuidoras de uma flora bacteriana própria.

A segunda é que devemos distinguir instrumentos e equipamentos reutilizáveis, muitas vezes de metal, daqueles de uso único chamados de descartáveis.

Os instrumentos reutilizáveis, tais como especulo vaginal de metal, evidentemente devem ser esterilizados após cada uso, uma vez que poderiam transmitir germes patogênicos de uma pessoa para outra. Já os instrumentos descartáveis de uso único, não precisam ser estéreis e sim fabricados e embalados em condições higiênicas, dentro das normas da ANVISA de Boas Práticas de Fabricação.

Como curiosidade, citaremos alguns produtos que são introduzidos na vagina e que não são estéreis:

· Absorvente interno do tipo OB®. Fica horas dentro da cavidade vaginal e não é estéril.

· Preservativo masculino. Colocado no pênis masculino e introduzido na cavidade vaginal: não é estéril.

· Aplicadores vaginais. São utilizados para introduzir medicamentos dentro da cavidade vaginal. Não são estéreis.

Podemos também citar os anuscópios, os abaixadores de língua, os espéculos auriculares descartáveis, como instrumentos que são de uso único e não precisam ser estéreis.

O espéculo vaginal estéril é recomendado para procedimentos invasivos, tais como uma biópsia do colo uterino ou uma inserção de DIU.

Lembremos também que o uso de especulo e pinças descartáveis não estéreis oferece, além da segurança sanitária e da praticidade, uma grande vantagem econômica, pois é mais barato do que os instrumentos descartáveis estéreis e também do que o processo de limpeza, embalagem e esterilização dos instrumentos reutilizáveis.