sábado, 20 de setembro de 2014

Cuidados com os cabelos na gravidez

A questão é: os produtos químicos utilizados podem causar algum malefício ao embrião ou feto?

Produtos quimicos

A mãe estará disposta a que seu bebê corra algum perigo em nome do seu embelezamento?

São questões e respostas difíceis.

Existem diversos tipos de tratamento para os cabelos (tintura, luzes, permanente, clareamento, alisamento, hidratação, escova progressiva, escova inteligente) e dezenas de nomes em inglês, que só servem para confundir ainda mais.

Os produtos usados nestes tratamentos têm substâncias químicas diversas, metais pesados – como o chumbo -, e não se sabe seus efeitos no bebê. É verdade que apenas uma pequena quantidade de qualquer produto aplicado no couro cabeludo é absorvida pelo organismo, mas não sabemos seus malefícios. A quantidade do produto, a frequência de uso, a época da gravidez; tudo pode influenciar nos possíveis efeitos no bebê.

Alguns são notoriamente nocivos à saúde: caso do formol. Ele é um composto tóxico e pode causar problemas respiratórios, dores de cabeça, vômitos, irritação e queimaduras na pele, além de ser cancerígeno. O uso do formol é proibido pela ANVISA (http://www.anvisa.gov.br/cosmeticos/alisantes/folder_formol_alisante.pdf ), mas às vezes é usado ilegalmente. No salão de beleza, certifique-se sobre isto. Seus vapores também são nocivos.

Devido à má fama da Escova Progressiva os salões começaram a oferecer escovas mais “naturais” e menos agressivas. Daí surgiu a Escova Inteligente. Não há como conceituar a escova inteligente de forma precisa e ela pode, sim, conter formol em sua fórmula, assim como as demais escovas. O fato é que não existe alisamento duradouro sem sustância química. Logo, pode haver sim escova inteligente sem formol, mas necessariamente terá outra substância química que irá substituir sua função.

Já os produtos utilizados na “Escova de Botox” não tem nada do botox, propriamente dito. São outros produtos químicos alisantes e às vezes podem até ter o FORMOL.

As tinturas de cabelo contêm diversos produtos químicos, os quais tem contato com o couro cabeludo e podem ser absorvidos em pequenas quantidades. Algumas vezes contém amônia. Esta, embora seja pouco absorvida pela pele, exala grande quantidade de vapores químicos, os quais podem ser prejudicais ao bebê.

As luzes ou mechas têm como característica e vantagem, a ausência de contato da tintura com o couro cabeludo. Muitos produtos são à base de água oxigenada. Teoricamente, é a menos nociva.

Cabelos2

Em resumo: existem poucas evidências científicas claras a respeito dos tratamentos de cabelo na gravidez. São muitos produtos e cada dia aparece mais um, tornando difícil uma avaliação precisa. É por isso que as opiniões médicas algumas vezes são divergentes.

Nossa recomendação

· Considerar que a gravidez é passageira e que o bebê merece toda cautela por parte da mãe.

· Não fazer uso de nenhum produto (exceto shampoos e hidratantes) no 1º. trimestre de gravidez.

· Depois de este período optar por luzes ou mechas.

· Não fazer coloração permanente e alisamento durante a gravidez e amamentação.

· Não há restrição para o uso de shampoos comuns.

· Após o 1º. Trimestre, podem ser usados shampoos tonalizantes.

Palavras-chave: gravidez, cabelo, tinturas, alisamento, escova.

Dr. Antônio Aleixo Neto

domingo, 7 de setembro de 2014

Pílula do dia seguinte: perguntas mais frequentes.

 

Pílula de emergência ou pílula do dia seguinte é um método que usa um hormônio (levonorgestrel) em dose alta, para impedir uma gravidez. É um método de emergência, para ser usado apenas em condições especiais, exemplo:

· Preservativo que arrebentou

· Ter ficado mais de três dias sem tomar a pílula comum

· Em caso de violência sexual

· Relação sexual sem nenhuma proteção contraceptiva

clip_image002

Qual pílula tomar?

Hoje em dia recomenda-se o uso da apresentação mais moderna, que tem apenas uma pílula com 1,5 mg de levonorgestrel. Existem várias no mercado e não são caras.

Quando?

O mais rapidamente possível, dentro de no máximo 72h. A eficácia é tanto maior quanto mais cedo tomar. 95% nas primeiras 24h, caindo para 85% e 60%, no segundo e terceiro dias, respectivamente. Caso a menstruação atrase mais de cinco dias, deve-se fazer um teste de gravidez.

Como age?

Impedindo a fecundação ou retardando ou inibindo a ovulação. A pílula do dia seguinte não age numa gravidez em andamento.

Tem efeitos colaterais?

Como todo medicamento, pode apresentar alguns efeitos. Os mais comuns são os enjoos e vômitos. Se a usuária vomitar até duas horas após a tomada a absorção pode ser comprometida e falhar. Deste modo, é recomendável tomar-se um medicamento para enjoos 1h antes de tomar a pílula de emergência. Outros efeitos: dor nas mamas, adiantamento ou atraso menstrual.

A pílula de emergência é legal?

O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou em janeiro de 2007 no Diário Oficial da União uma resolução estabelecendo normas éticas para o uso da contracepção de emergência, tornando-a legal como método alternativo para a prevenção da gravidez.

Pode-se tomar várias vezes num mesmo mês?

Não é aconselhável a administração repetida das pílulas de emergência no mesmo ciclo menstrual, para evitar-se uma sobrecarga hormonal. Após o uso da mesma, recomenda-se a utilização de um método contraceptivo tipo preservativo em cada relação sexual, até a próxima menstruação. Neste intervalo, aproveite e procure um ginecologista para avaliação e orientação sobre outro método regular de anticoncepção.

Palavras-chave: contracepção de emergência, pílula do dia seguinte, pílula de emergência, contracepção.

Dr. Antônio Aleixo Neto