domingo, 24 de abril de 2016

Os benefícios do Mirena® na menstruação intensa

Muitas mulheres apresentam um fluxo menstrual intenso, que chega a incomodar nas suas atividades diárias. Este tipo de menstruação pode ter muitas causas:


     Miomas
   Adenomiose
     Pólipos endometriais
   Distúrbios de coagulação
   Distúrbios hormonais
   Câncer ou hiperplasia do endométrio
    Aumento uterino sem causa definida
    Diversas outras causas

Este tipo de sangramento é chamado pelos médicos de menorragia (hemorragia menstrual) e muitas vezes é acompanhada de dismenorreia (cólicas menstruais), de maior ou menor intensidade.
A menorragia merece uma investigação profunda sobre as suas possíveis causas e muitas vezes o tratamento pode ser um procedimento cirúrgico. Outras vezes o tratamento pode ser medicamentoso. 

Entre as soluções que se destacam atualmente no tratamento da menorragia podemos destacar o DIU Mirena®, uma vez que ele promove um afinamento e hipotrofia do endométrio. O endométrio é a camada de tecido que recobre o útero, por dentro. Estas ações são devidas à liberação do hormônio levonorgestrel dentro da cavidade uterina.

 Em decorrência disso, geralmente se observa um efeito benéfico importante no padrão menstrual. O fluxo menstrual vai diminuindo gradualmente com o passar dos meses, chegando a 86% após três meses e 97% após um ano. Muitas usuárias do Mirena® chegam mesmo a parar de menstruar (amenorreia). Outros efeitos benéficos relacionados ao ciclo menstrual são a melhora das cólicas menstruais e da TPM, colaborando para uma melhora decisiva da qualidade de vida de muitas mulheres.

A imagem mostra um exemplo da diminuição do fluxo menstrual com o tempo


 Evidentemente que cada caso é um caso e a seleção dos casos indicados para o uso do DIU hormonal deve ser avaliada cuidadosamente pelo ginecologista para que os resultados mais adequados sejam alcançados.

Palavras-chave: DIU hormonal, Mirena®, menorragia, dismenorreia, amenorreia, fluxo menstrual.

Prof. Antônio Aleixo Neto

sábado, 9 de abril de 2016

Quero engravidar. Preciso parar a pílula muito antes?


Não precisa. Após a interrupção da pílula os ovários voltam a funcionar rapidamente e, portanto, a ovular. O único método contraceptivo que precisa de uma boa antecedência na interrupção para engravidar e o injetável trimestral (Depoprovera™, Demedrox™). Este tipo de injetável tem efeito residual que pode durar meses para voltar à fertilidade anterior.

Lembramos, no entanto, que antes de interromper um método para engravidar, procure um ginecologista por que terão que ser feitos vários exames, fornecidas várias orientações e deverá ser receitado um ácido fólico. Esta vitamina (também chamada de B9) deve ser tomada do momento que a mulher parar de evitar até a 12ª semana de gravidez. Ele evita vários graves defeitos no feto, tais como espinha bífida, lábio leporino, anencefalia, entre outros. É inaceitável hoje que uma mulher engravide sem estar tomando o ácido fólico.



Palavras-chave: pílula, injetável trimestral, ácido fólico.


Prof. Antônio Aleixo Neto

domingo, 3 de abril de 2016

Como trocar de uma pílula para outra?

 Muitas usuárias de pílula anticoncepcional nos perguntam se há risco de gravidez na troca de uma marca de pílula para outra.

Primeiramente devemos lembrar que a usuária não deve trocar de pílula sem orientação médica. Isto se deve aos diversos derivados de estrogênio e principalmente progesteronas usados nas pílulas combinadas. Algumas são mais indicadas para um perfil determinado de mulheres, outras são até contraindicadas para outras mulheres e por aí vai. Portanto, se deseja – por conta própria – trocar de pílula, é melhor procurar o (a) médico (a).

Segundo: para cada marca de pílula geralmente tem uma série de similares e genéricas. A composição é igual entre elas (pelos menos se presume), mas, o excipiente pode ser diferente. Excipiente são as substâncias inertes usadas para recobrir os medicamentos, com a função de garantir a estabilidade e propriedades farmacêuticas. É a “base”. Eles variam muito de medicamento para medicamento. Por isso, muitas vezes a pílula anticoncepcional tem a mesma fórmula farmacêutica, mas causam efeitos colaterais diferentes.

Bom. Mas, tem risco ou não a transição entre uma pílula e outra?

Se fizer direitinho não tem riscos.


Vamos por partes. Existem pílulas combinadas (com dois hormônios), as mais utilizadas, e as pílulas de progesterona, ou minipílulas.

  • Se a troca for entre pílulas combinadas, basta iniciar a nova formulação no dia em que reiniciaria a próxima cartela da pílula “antiga”, mesmo com dosagens diferentes.


  • Se a troca for entre pílula combinada para minipílula, inicie a minipílula no dia seguinte da última pílula ativa da cartela da pílula combinada. Isto significa não tomar aquelas pílulas placebo (4 a 7) que vem em algumas marcas de pílula.


  • Se a troca for entre minipílula para pílula combinada você poderá trocar direto, ou seja, em qualquer fase da cartela interrompa a minipílula e passe para a pílula combinada no dia seguinte, sem intervalo.


Palavras-chave: Troca de pílulas, transição entre pílulas, pílulas combinadas, minipílula.

Prof. Antônio Aleixo Neto