quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Como deve ser tomada a pílula do dia seguinte?

· Cartelas de duas pílulas: cada comprimido tem a dose de 0,75µg de levonorgestrel. Deve ser ingerido o mais cedo possível dentro das primeiras 72 horas após a relação sexual e outro comprimido 12 horas depois. A eficácia pode chegar a 95%, no caso da primeira pílula ser tomada dentro das primeiras 18 horas, caindo gradualmente com o passar dos dias.

· Cartelas de uma pílula: neste caso cada comprimido tem a dose de 1,5mg. O uso é mais simples: deve-se tomar a única pílula o mais rapidamente possível, dentro de no máximo 72h. A eficácia é similar ao regime de duas pílulas.

Não é aconselhável a administração repetida das pílulas de emergência no mesmo ciclo menstrual, para evitar-se uma sobrecarga hormonal. Após o uso das mesmas, recomenda-se a utilização de um método contraceptivo de barreira (preservativo), em cada relação sexual que tiver até a próxima menstruação. Neste intervalo, é conveniente procurar um ginecologista para avaliação e orientação sobre outro método regular de anticoncepção.

Obs: Caso a menstruação atrase mais de cinco dias, é aconselhável que se faça um teste de gravidez.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Qual o mecanismo de ação das pílulas do dia seguinte?

Dependendo da fase do ciclo menstrual que a mulher se encontra, as pílulas de emergência podem:

- impedir ou retardar uma ovulação,

- impedir a fecundação, ou, 

- impedir a implantação do ovo.

As pílulas de emergência não são abortivas, uma vez que elas não interrompem uma gravidez já estabelecida, ou seja, com o ovo já implantado. De acordo com os artigos 124-128 do Código Penal Brasileiro, a gravidez inicia-se com a implantação do ovo.

sábado, 11 de agosto de 2012

Mulher com menstruação irregular, sem data certa, além de um fluxo menstrual maior que o normal pode colocar o DIU de cobre?

Um dos poucos pontos negativos do DIU de cobre é a sua incompatibilidade com mulheres que têm distúrbios menstruais, tais como: menstruação abundante, com cólicas e com irregularidade de data. Nestes casos, se não houver contra-indicações ou outras restrições, o uso da pílula seria bem indicado.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Entrevista concedida à Revista Problemas Brasileiros, publicada pelo Sesc-SP.

 

Quando surgiu, a pílula era tão eficiente quanto é hoje para prevenir a gravidez?

· Não. Apesar de, na época, ter maior dosagem, a pílula era mais falha, devido à menor purificação química de seus hormônios.

Quais as principais transformações que a pílula anticoncepcional sofreu desde a década de 1960, quando foi criada, até hoje?

· Primeiramente a dosagem do componente estrogênico diminuiu em 10x. Ou seja, as pílulas tinham 150 mcg de estrogênio e hoje encontramos algumas que têm 15 mcg.

· Outro avanço foi o desenvolvimento de novos progestogênios, mais fisiológicos e também de menor dosagem.

· Por último, foram desenvolvidas vias alternativas para a administração de hormônios contraceptivos: injetáveis, anel vaginal e adesivo. Estas novas vias de administração têm algumas vantagens sobre as pílulas convencionais e podem ser uma opção muito interessante para quem tem determinadas contra-indicações ou efeitos colaterais com as mesmas.

Quais os benefícios que as pílulas atuais trazem para a saúde da mulher?

· Os principais benefícios além da contracepção são: abrandamento das cólicas menstruais e TPM, diminuição do fluxo menstrual, diminuição da incidência de anemia, diminuição da incidência de cistos ovarianos funcionais, diminuição da incidência de câncer do ovário e endométrio, melhora da acne e hirsutismo e tratamento paliativo da síndrome de ovários policísticos.

 A pílula propiciou diversas revoluções na condição feminina. Pode apontar quais as principais modificações, do seu ponto de vista?

· Sem dúvida, a revolução sexual. Pela primeira vez na história, a mulher pôde controlar sua fertilidade, independentemente do homem.

Há algum risco de se tomar anticoncepcional hoje em dia? Explique.

· Como todo medicamento, a pílula tem suas vantagens e suas contraindicações. As principais contraindicações da pílula combinada (a mais comum, com dois hormônios) são:

a. Doença coronariana e isquemia cerebral

b. Hipertensão arterial

c. Tabagismo acima de 35 anos

d. Antecedentes de trombose e/ou embolias

e. Uso junto com determinados medicamentos, diminuindo sua ação contraceptiva

f. Câncer de mama

Dr. Antônio Aleixo Neto