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CARNAVAL E DST





O Carnaval chegou. Muita alegria, mas também muita tristeza e preocupação para muitos ex-foliões.
São milhares de gravidezes indesejadas e milhares de pessoas infectadas pelas doenças sexualmente transmissíveis, as DST.

Hoje falaremos sobre as DST.

A mais conhecida e temida é a AIDS/HIV. Existem milhares de propagadores dessa doença e muitos nem sabem que tem. E a propagação tem sido mais comum entre os jovens: na faixa etária entre 20 a 24 anos chegou a 21,8 casos a cada 100 mil habitantes.

Mas, existem outras tantas DST que não são devidamente temidas e que podem ser transmitidas através do sexo:


Sífilis


Hepatite B

Herpes

Linfogranuloma Venéreo

Chlamydia

Gonorreia

HPV

Cancro mole

Tricomoníase

Mycoplasma

Todas podem ser evitadas pelo uso de preservativo masculino ou feminino, exceto a forma de HPV chamada de condiloma acuminado, em que as verrugas venéreas podem se alojar na base do pênis e escroto, não sendo assim cobertas pelo preservativo.

E o beijo?



O beijo “em massa”, como às vezes acontecem nos blocos é uma roleta russa. Pode ser fonte de contaminação de doenças tais como a sífilis, o herpes, a hepatite e a mononucleose, chamada de doença do beijo.

Sendo assim, pode-se brincar muito no Carnaval, mas, não se deve brincar com a vida.


Palavras-chave: DST, AIDs, HIV, HPV, Sífilis, Hepatite B, Gonorreia, Tricomoníase, Cancro mole, Mycoplasma, Chlamydia, Linfogranuloma, Herpes, Condiloma acuminado.


Prof. Antônio Aleixo Neto


Mestre em Saúde da Mulher (UFMG)

Master in Public Health (Harvard University)

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