segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

6 dúvidas sobre a pílula anticoncepcional




1) A pílula pode causar infertilidade se for tomada por muito tempo?

Não. O que acontece é que algumas mulheres ou seus parceiros já apresentavam algum problema anterior ao uso da pílula e não sabiam. Quando tentam engravidar é que descobrem a infertilidade e erradamente colocam a “culpa” na pílula. Exemplos: obstrução das trompas, deficiência de espermatozoides no parceiro, falta de ovulação, etc.
Outro ponto importante é que a idade média para a primeira gravidez está aumentando com o tempo. Hoje é muito comum a mulher ter a primeira gravidez acima dos 35 anos, quando a fertilidade já diminuiu cerca de 30%, contra 10% na faixa dos 20 anos.

2) O sangramento fora de época significa que a pílula está “fraca” para evitar a gravidez?

Não existe esta relação. A pílula pode estar fraca para controlar o ciclo menstrual, mas sua eficácia permanece a mesma. No entanto, cuidado! Algumas vezes estes escapes de sangramento podem significar esquecimento de tomada de alguma pílula, e aí, sim, podem ocorrer falhas.

3) Pode-se tomar a pílula continuamente, sem interromper?

Perfeitamente. No entanto, deve-se consultar o ginecologista para orientações gerais e a escolha da pílula mais adequada para este modo de uso.

4) Mulheres acima de 40 anos podem tomar pílulas?

Sim, desde que não tenham contraindicações. É preciso lembrar que nesta faixa etária são mais comuns problemas de saúde, tais como: pressão alta, obesidade, varizes, colesterol alto, diabetes; condições que podem impedir o uso das pílulas.

5) É preciso “descansar” de tomar a pílula de vez em quando?

Se a usuária da pílula estiver fazendo controles médicos periódicos e não tiver nenhum problema, pode continuar a toma-la sem nenhum problema..

6) A pílula pode ser tomada enquanto a mulher estiver amamentando?

Atenção: pode tomar a pílula com progesterona, mas não a pílula mais comum, combinada, com dois hormônios. Esta somente após seis meses do parto.

Palavras-chave: pílula, anticoncepcional, infertilidade.

Antônio Aleixo Neto