segunda-feira, 16 de julho de 2012

O espéculo vaginal deve ser estéril?

Ginecol-scan001-webA primeira consideração que devemos fazer é que as cavidades oral, vaginal, anal, nasal e os ouvidos, não são estéreis, uma vez que são consideradas cavidades “abertas” e possuidoras de uma flora bacteriana própria.

A segunda é que devemos distinguir instrumentos e equipamentos reutilizáveis, muitas vezes de metal, daqueles de uso único chamados de descartáveis.

Os instrumentos reutilizáveis, tais como especulo vaginal de metal, evidentemente devem ser esterilizados após cada uso, uma vez que poderiam transmitir germes patogênicos de uma pessoa para outra. Já os instrumentos descartáveis de uso único, não precisam ser estéreis e sim fabricados e embalados em condições higiênicas, dentro das normas da ANVISA de Boas Práticas de Fabricação.

Como curiosidade, citaremos alguns produtos que são introduzidos na vagina e que não são estéreis:

· Absorvente interno do tipo OB®. Fica horas dentro da cavidade vaginal e não é estéril.

· Preservativo masculino. Colocado no pênis masculino e introduzido na cavidade vaginal: não é estéril.

· Aplicadores vaginais. São utilizados para introduzir medicamentos dentro da cavidade vaginal. Não são estéreis.

Podemos também citar os anuscópios, os abaixadores de língua, os espéculos auriculares descartáveis, como instrumentos que são de uso único e não precisam ser estéreis.

O espéculo vaginal estéril é recomendado para procedimentos invasivos, tais como uma biópsia do colo uterino ou uma inserção de DIU.

Lembremos também que o uso de especulo e pinças descartáveis não estéreis oferece, além da segurança sanitária e da praticidade, uma grande vantagem econômica, pois é mais barato do que os instrumentos descartáveis estéreis e também do que o processo de limpeza, embalagem e esterilização dos instrumentos reutilizáveis.

Nenhum comentário:

Postar um comentário