domingo, 30 de novembro de 2014

5 coisas que as mulheres devem saber sobre VIVER SEM MENSTRUAR

Muitas mulheres hoje em dia optam por tomar a pílula em uma maneira contínua, sem interrupções, seja por poucos dias (como no caso de uma viagem, por exemplo), ou seja, por tempo mais prolongado, de meses.

Outras vezes é o médico que recomenda esse tipo de uso, como tratamento ou prevenção de algumas doenças, como no caso da endometriose, entre outras.

Portanto, viver sem menstruar é hoje um fato para muitas mulheres. No entanto, sempre devem procurar o ginecologista para saberem quais são as melhores opções. Existem pílulas mais e menos recomendáveis para esse fim. Deve-se avaliar o histórico da paciente, suas possíveis comorbidades e outros fatores. clip_image002

Uma vez iniciado o regime contínuo existem fatos que as mulheres devem ter conhecimento:

1. O regime contínuo faz mal?

Basicamente não. Se não tiver contraindicações para o uso da pílula em regime cíclico, a mulher não as terá para o uso contínuo.

2. Por quanto tempo pode tomar?

Não há limites preestabelecidos, desde que se faça acompanhamento médico.

3. E se eu sangrar durante o uso da pílula?

Primeiramente, certifique-se que não está esquecendo-se de toma-la, mesmo que eventualmente. Mesmo que tome regularmente, sangramentos inesperados podem acontecer em algumas mulheres. Acalme-se por que isso não resulta em perda da eficácia da pílula. Se acontecer na primeira cartela, não interrompa. Se for a partir da segunda cartela, você poderá suspender o uso por 3 dias e voltar a tomar no quarto dia. Depois, continuar sem interrupções.

Sempre avisar ao seu médico o que está acontecendo.

4. E se eu estiver sangrando só durante ou após a relação sexual?

Continue a tomar a pílula e marque uma consulta para avaliação do caso.

5. O uso prolongado pode levar à infertilidade?

O uso da pílula seja no regime cíclico ou no regime contínuo não afeta a fertilidade futura. Se a mulher já tiver algum fator desconhecido de infertilidade, este continuará e só se manifestará quando ela cessar a pílula para engravidar. Lembremos também que as mulheres devem atentar para a questão da idade, uma vez que a fertilidade vai decrescendo naturalmente com o tempo, principalmente após os 35 anos.

Dr. Antônio Aleixo Neto

Palavras-chave: pílula anticoncepcional, menstruação, regime contínuo, sem menstruar

domingo, 23 de novembro de 2014

Estou com corrimento. É normal?

A vagina, assim como toda mucosa, tem uma secreção fisiológica, que decorre da descamação das células da vagina e de muco, que é produzido no colo do útero.

Geralmente é um líquido claro ou esbranquiçado, aspecto viscoso ou de muco, sem cheiro e não causando coceira. A quantidade varia de acordo com a fase do ciclo menstrual, sendo mais abundante no período da ovulação. Varia também com relações sexuais e mesmo excitação sexual.

Uma fonte de corrimento, que às vezes pode incomodar, é o muco resultante de uma ectopia (ferida) do colo do útero. Quando é abundante pode alterar a flora vaginal e facilitar a inflamação por bactérias e vírus. Veja em: http://ginecenter.blogspot.com.br/2012/04/feridado-colo-do-utero.html

É bom saber, também, que no ato sexual, as glândulas de Bartholin, promovem a lubrificação vaginal através da liberação de um líquido claro, sem o qual seria muito difícil e dolorosa a penetração do pênis devido ao atrito. Estrutura dupla presente nos dois lados da vagina, as glândulas estão localizadas internamente na porção inferior dos grandes lábios, próximo à saída da vagina.

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As glândulas de Skene (situadas perto da saída da uretra) também são outra fonte de secreção viscosa que podem sair em forma de ejaculado, pela uretra, ao longo da relação sexual.

Em resumo, nem todo corrimento vaginal é sinal de alguma doença. Como dito, muitos são fisiológicos e não merecem preocupação. Ficarem atentas quando o corrimento passa a ser mais abundante, coloração amarelada, esverdeada ou tipo nata de leite, presença de cheiro desagradável e coceira. Na dúvida procure seu ginecologista e não use nada internamente antes de ser examinada.

Dr. Antônio Aleixo Neto

Palavras-chave: corrimento, vaginite, ectopia, Glândula de Bartholin, Glândula de Skene.